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Mourinho sobre Itália fora da Copa: “Não aceito o argumento que falta talento, não é verdade”

Trabalhando na Itália, Mourinho diz que é difícil entender como a seleção campeã europeia ficou fora da Copa do Mundo pela segunda vez

A Itália ficou fora da Copa pela segunda vez em 2022, após perder também a Copa de 2018. O técnico José Mourinho, assim como outros, não consegue entender como a equipe que foi campeã europeia não conseguiu uma vaga no Catar e afirmou que não aceita o argumento de que falta talento ao time. Trabalhando com alguns jogadores da seleção italiana, o português diz que não falta talento no futebol italiano.

“Se você ama futebol, é difícil aceitar. Cresci nos anos 70 e 80 e você pode imaginar o que era a Itália naqueles dias. Os Azzurri sempre foram uma referência”, contou o treinador. “Trabalhando aqui, acho difícil entender o que aconteceu, porque está cheia de bons jogadores, ainda que tenha poucos que vão jogar fora do país. Me recuso a aceitar o argumento da falta de talento, não é verdade. Na Itália, existe talento”.

A Roma tem Lorenzo Pellegrini como um jogador de seleção italiana e que é um grande talento da Azzurra. O zagueiro Gianluca Mancini é outro titular nos giallorossi e presença constante na seleção italiana, assim como o meio-campista Bryan Cristante. No ataque, Nicolò Zaniolo é um dos mais talentosos da sua geração, aos 23 anos.

A Copa do Mundo, aliás, proporcionará uma situação inédita: uma parada no meio da temporada, já que a disputa será pela primeira vez em novembro e dezembro. “É uma nova situação para todo mundo e temos que continuar a cometer o menor número possível de erros. Nós já trabalhamos isso, discutimos, estudamos e procuramos soluções que podem nos expor ao mínimo de riscos”, comentou o treinador sobre a situação.

O título da Conference League: “Verdadeiramente inesquecível”

A Roma conquistou a Conference League na temporada passada, o seu primeiro título desde 2007/08, quando conquistou a Copa da Itália. Com isso, Mourinho tornou-se o primeiro (e, por enquanto, único) técnico a conquistar todos as Copas Europeias disponíveis: Champions League, Liga Europa e Conference League. A conquista foi muito comemorada pelos torcedores.

“Foi verdadeiramente inesquecível. Quando ganhamos a Champions League com a Inter, não quis voltar para Milão porque queria ir para o Real Madrid e tinha a sensação de que se voltasse, nunca mais sairia. Desta vez foi diferente, eu queria continuar em Roma e continuar com este clube”, afirmou o treinador sobre a conquista do título da Conference League.

“Em momentos assim você percebe que não vence por você mesmo, não é uma alegria pessoal. As pessoas são tudo, elas te dão a dimensão do que você fez e você se sente verdadeiramente parte de uma família especial”, disse ainda Mourinho.

A felicidade pela conquista foi tão grande que o técnico fez até uma tatuagem, mas ele disse que isso foi uma exceção. “No futebol, não acho que farei isso de novo. Eu prometi a todo mundo, a ideia era que eu fizesse uma tatuagem única que apenas eu poderia ter: três copas europeias vencidas. A próxima eu posso fazer se meu filho, ou minha filha, me derem um neto, ou uma neta. Seria um presente especial e uma tatuagem seria um bom jeito de celebrar isso”, afirmou o português.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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