‘Estou c… para o nome’: técnico do Milan revela como resolve problemas
Derrota frustrante para Fiorentina faz Paulo Fonseca voltar a criticar elenco rossonero
Não tem sido um início de trabalho simples para o técnico Paulo Fonseca no Milan. Dá para dizer que o português ficou na corda bamba para ser demitido após apenas cinco partidas na temporada, se recuperando ao bater a rival Internazionale e o Lecce em sequência.
As duas vitórias seguidas pareceram um acaso porque o Rossonero logo voltou a perder, sendo derrotado de forma consecutiva por Bayer Leverkusen e Fiorentina. O último resultado negativo foi especialmente frustrante pelos dois pênaltis perdidos, um de Theo Hernández e outro de Tammy Abraham.
Irritado com a postura do elenco e os resultados, Fonseca disparou em forte desabafo na entrevista coletiva antes do duelo contra a Udinese neste sábado (19).
Paulo Fonseca detalha como resolve os problemas no Milan
A forma que a derrota aconteceu para Viola antes da Data Fifa fez o técnico português não querer ver ninguém após o resultado. Mas, passado os jogos entre seleções, ele conversou com o elenco sobre o revés.
— O primeiro dia [após a derrota para Fiorentina] foi muito bom. Não vi ninguém. Estava zangado, e não gosto de ver pessoas quando estou zangado. Trabalhamos com os rapazes da equipe B. Os jogadores que estava com as seleções retornaram ontem. Depois falamos sobre o jogo com a Fiorentina e começamos a nos preparar para a Udinese. — iniciou.
Na sequência, ao explicar sobre como aborda questões a serem resolvidas no elenco, Fonseca disse estar “cagando” se o jogador que ele for cobrar tem um nome pesado ou não, o tratamento deve ser igual.
— Disse tudo o que podem pensar [aos jogadores]. É normal depois do que aconteceu. Não fecho os olhos perante os problemas. Enfrento os problemas e olho para todas as pessoas nos olhos. Digo o que penso dentro do campo, cara a cara. Se temos um problema, estou cagando para os nomes dos jogadores. O que é importante na liderança é não olhar para outro lado quando há um problema. É o que eu faço. […] Não tenho nada a provar. Não sou um ator. É assim que eu sou. Sou assim desde o primeiro dia. Perguntem aos jogadores — completou.
Provavelmente esta conversa olho no olho, sem se importar com o nome, deve ter acontecido com o capitão Theo Hernández.
O lateral-esquerdo quebrou a hierarquia de penalidades ao cobrar o primeiro ao invés de Pulisic, o cobrador oficial. Depois, terminou expulso e pegou suspensão de duas partidas, sendo multado pelo clube.
Vale citar que antes, no empate com a Lazio em agosto, o francês e Rafael Leão causaram polêmica ao não se reunir com o elenco para ouvir as instruções do técnico durante parada técnica.
Sobre a derrota para a Fiorentina, o treinador para uma falta de “vontade de correr” mais que o adversário. Ou seja, agressividade.
— Está tudo ligado. Acham que perdemos com a Fiorentina por um problema tático? Para mim, foi mais do que isso. Acho que não tivemos vontade de correr mais do que a Fiorentina na primeira parte. Isso faz parte da mentalidade. Podemos trabalhar em tudo, mas, para mim, o mais importante é que não fomos suficientemente agressivos. Tínhamos que correr mais do que os adversários, e não o fizemos. — explicou.
Apenas o sexto após sete rodadas, o Milan recebe a Udinese amanhã. Na próxima terça-feira (22), também joga no San Siro, só que contra o Brugge pela Champions League. O Rossonero não venceu as duas primeiras partidas na competição.



