‘Ele estava de muletas e dias depois entrou em campo’: Técnico da Inter defende vilão italiano
Treinador exalta entrega do zagueiro mesmo lesionado e não garante permanência diante do interesse do Barcelona
O nome de Alessandro Bastoni dominou a coletiva de Cristian Chivu antes do duelo entre Inter de Milão e Roma, pela Serie A. Em meio a críticas recentes e rumores de mercado envolvendo o Barcelona, o treinador adotou um tom firme ao defender o jogador, destacando, sobretudo, seu comprometimento em um momento físico delicado.
Segundo Chivu, Bastoni atuou pela Seleção Italiana poucos dias após deixar o centro de treinamentos lesionado, em uma demonstração de entrega que, na visão do técnico, não tem sido devidamente reconhecida.
“Ele saiu de Appiano de muletas e jogou pela Itália apenas três dias depois. Esses jogadores sempre dão a cara a tapa, mas há pouca gratidão neste mundo”, afirmou.
Comprometimento de Bastoni à Inter após polêmica na Itália
A declaração reforça o contexto de pressão em torno do defensor, que esteve no centro das críticas após cavar expulsão de Pierre Kalulu, em jogo contra a Juventus. Depois, ainda virou “vilão” de toda a Itália por ser expulso na partida da repescagem para a Copa do Mundo, contra a Bósnia, que viu os italianos perderem a chance de ir ao Mundial.
Ainda assim, o zagueiro segue sendo tratado internamente como peça-chave do elenco. Chivu foi além ao detalhar o estado físico de Bastoni no período recente. De acordo com o treinador, o zagueiro chegou a passar cerca de dez dias utilizando muletas, ainda assim, optou por ir a campo para defender a seleção.
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“Ele entrou em campo com o que tinha à disposição para representar um país inteiro. Isso vale muito para mim, como homem do esporte”, destacou.
A fala evidencia não apenas a confiança do treinador, mas também a leitura de que Bastoni ultrapassou limites físicos em nome do compromisso profissional. Internamente, o episódio foi interpretado como prova de caráter e liderança.
Apesar disso, Chivu reconhece o impacto emocional do momento vivido pelo jogador. Segundo ele, Bastoni está abalado pelas críticas, mas fortalecido pelo apoio recebido dentro do vestiário, tanto na Inter quanto na seleção.
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Futuro indefinido e pressão do Barcelona
Se dentro de campo Bastoni segue como figura central, fora dele o cenário é menos previsível. O interesse do Barcelona cresce, e a possibilidade de uma transferência ao fim da temporada já é tratada como concreta nos bastidores.
Chivu, no entanto, evita qualquer tipo de garantia sobre a permanência do defensor:
“Não posso controlar o futuro dele ou o que ele quer fazer. Só sei que ele está muito feliz aqui”.
O treinador deixou claro que, independentemente do desfecho, não questiona o profissionalismo do jogador. “Enquanto estiver aqui, ele dará mais de 100%. Seja por dois meses ou dois anos.”
🚨 Inter manager Chivu on Barça interested in Bastoni: “Do they advise Bastoni to leave Italy? I must give him serenity and trust, to him as to the others. I can't control his future, what he wants to do. I know he is very happy at Inter and to be part of this wonderful group”.… pic.twitter.com/H19MCzXnPN
— Fabrizio Romano (@FabrizioRomano) April 4, 2026
A declaração mistura apoio e realismo, reconhecendo tanto o valor de Bastoni quanto a instabilidade natural do mercado de transferências. E a situação de Bastoni resume bem o momento da Inter: líder, pressionada e constantemente analisada sob lupa. Para Chivu, parte dessa cobrança é desproporcional, especialmente quando comparada ao tratamento dado a outros clubes.
Ainda assim, o treinador tenta blindar seu elenco e manter o foco na reta final da temporada. E, nesse contexto, Bastoni aparece como símbolo de resistência, um jogador que, mesmo em meio a críticas, lesões e especulações, segue assumindo responsabilidades.