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Entusiasta da Superliga, presidente da Juve questiona: “A Atalanta deveria estar na Champions?”

A minha resposta é sim, mas o presidente da Juventus não tem certeza. Atalanta para a Champions League ou se deveria haver um sistema que equilibrasse momento e contribuição histórica.

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Uma liga supranacional de clubes tem sido ventilada há anos por dirigentes como Angelli, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, e o principal executivo do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge. Em vez do formato da Champions League, o grande lance seriam partidas de ida e volta em pontos corridos – talvez com um mata-mata ao fim – para um grupo fechado dos maiores clubes da Europa.

Poderia ocorrer paralelamente com a Champions League, mas, na prática, não faria muito sentido porque tornaria o torneio organizado pela Uefa repetitivo e inócuo, como chegou a dizer o presidente da entidade europeia Aleksander Ceferin, afetaria também as ligas nacionais, motivo pelo qual muitas delas não gostam da ideia, e, chegando ao questionamento de Agnelli, dificultaria o acesso de times como a Atalanta ao grupinho de elite.

Afinal, a ideia é justamente aumentar as receitas com partidas frequentes entre grandes camisas no lugar de jogos muitas vezes sem sentido na fase de grupos da Champions League porque tem sido muito fácil prever, no começo da competição, pelo menos 14 ou 15 dos 16 classificados às oitavas de final – o que é um problema que precisa realmente ser discutido.

“Tenho grande respeito por tudo que a Atalanta está fazendo, mas, sem história internacional e graças a apenas uma grande temporada, tiveram direto acesso à principal competição de clubes. Isso é certo ou não?”, disse Agnelli, na Cúpula de Negócios do Futebol em Londres, segundo o Football Italia.

“E penso na Roma, que contribuiu recentemente para manter o ranking da Itália, teve uma temporada ruim e está fora, com danos consequentes às suas finanças. Também precisamos proteger investimentos e custos”.

“Então a Atalanta teria menos chance de jogar no alto nível? Não tenho resposta para isso, a questão é ter um processo transparente para tomar essa decisão”.

“Há times que venceram a liga ou a copa e ganharam a vaga apenas com base no ranking do seu país. O ponto é como equilibramos a contribuição para o futebol europeu e o desempenho de um único ano”, completou.

O grande problema é que se nem um momento especial dentro de campo for suficiente para chegar aos grandes prêmios esportivos e financeiros, como um clube como a Atalanta poderá crescer organicamente? Foi terceira colocada na Serie A e é forte candidata a terminar novamente entre os quatro primeiros. Duas temporadas seguidas ou mais na Champions League, especialmente chegando ao mata-mata, fazem maravilhas aos cofres de um clube de orçamento baixo.

Com uma Superliga ou uma fórmula de classificação que dá mais peso a histórico do que momento, quanto tempo demoraria para a Atalanta ter as chaves desse cofre?

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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