Tudo que o Milan quer do Papai Noel é um departamento médico vazio e vitória no Derby em 2024
O Milan sabe bem o que precisa para ter um 2024 mais tranquilo que a reta final de 2023 e precisa muito de alguns presentes de Natal
Ao contrário da maioria dos grandes clubes europeus, os grandes desejos do Milan neste final de ano não têm relação com títulos. Claro que conquistas são sempre os objetivos finais, mas o que os Rossoneri querem mesmo em um primeiro momento é uma equipe equilibrada, competitiva e consistente. Em terceiro lugar na Serie A, na fase de 16-avos de final da Liga Europa e prestes a enfrentar o Cagliari nas oitavas de final da Copa da Itália, o time comandado por Stefano Pioli (por enquanto) precisa desses atributos agora para depois, quem sabe, estar em condições de levantar alguma taça.
Pensando nisso, a Trivela separou três presentes de Natal que o Milan adoraria receber antes de ir para 2024. Com essa ajuda do Papai Noel, com certeza o clube terá um ambiente mais tranquilo e condizente com o espírito das festas de fim de ano, além de se aproximar de títulos.
Departamento médico vazio
Mais do que qualquer outra coisa, o Milan precisa imediatamente de uma redução drástica na lista de lesionados e sonha com um departamento médico vazio. Só nesta temporada foram 30 contusões em 21 atletas diferentes, fato que tem prejudicado demais o trabalho de Stefano Pioli e impactado diretamente na campanha inconsistente na Serie A.
Neste momento, nove jogadores do Milan não estão à disposição por problemas médicos ou físicos. O último a se lesionar foi o zagueiro Fikayo Tomori, que foi substituído durante o empate em 2 a 2 com a Salernitana, na sexta-feira (22), com dores musculares. Além do inglês, outros quatro defensores estão no departamento médico de Milanello: Malick Thiaw, Marco Pellegrino, Pierre Kalulu e Mattia Caldara.
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Vitória no Derby della Madonnina
O ano de 2023 foi péssimo para o Milan nos clássicos contra a Internazionale. Foram cinco derrotas nos cinco Derbys della Madonnina, incluindo o revés por 3 a 0 na final da Supercopa da Itália, a eliminação na semifinal da Champions League e a goleada sofrida por 5 a 1 na quarta rodada da atual Serie A. Os resultados e as performances diante da maior rival talvez motivem as principais críticas ao trabalho de Stefano Pioli.
Vencer um clássico é sempre bom, mas um resultado positivo no primeiro Derby della Madonnina de 2024 pode facilitar e muito a vida do Milan. Como os Rossoneri não disputarão a Supercopa da Itália e estão eliminados da Champions League, enquanto a Inter já se despediu da Copa da Itália, as equipes de Milão só se enfrentarão mais uma vez nesta temporada. Como confronto será em abril e válido pela 33ª rodada da Serie A, uma vitória (ainda mais como mandante) daria tranquilidade para a reta final das competições e ainda atrapalharia a Internazionale na briga pelo Scudetto.
Boas campanhas nas copas
Com Internazionale e Juventus já um tanto quanto distantes na briga pela liderança da Serie A, a Liga Europa e a Copa da Itália são as esperanças de títulos restantes para o Milan nesta temporada. Disputar a Liga Europa é decepcionante após ter sido semifinalista da Champions League anterior, enquanto a possibilidade de ser campeão também parece remota com os atuais Liverpool e Bayer Leverkusen na disputa, mas uma conquista europeia após 17 anos não seria nada mal e ainda reafirmaria o patamar do clube como gigante continental.
Na Copa da Itália, no entanto, o panorama é outro. Com Internazionale e Napoli eliminados e Juventus, Lazio e Roma do outro lado da chave, o cenário é totalmente favorável para o Milan fazer uma boa campanha. Caso supere o Cagliari na partida do dia 2 de janeiro, o time comandado por Pioli enfrentará nas quartas de final o vencedor do confronto entre Atalanta e Sassuolo. Já numa hipotética semifinal, quem passar entre Bologna e Fiorentina.
Vale lembrar que o Milan é apenas o sétimo maior vencedor da Copa da Itália, empatado com o TOrino com cinco títulos. A última vez que os Rossoneri chegaram em uma decisão do torneio foi em 2018, enquanto a última conquista aconteceu no longínquo ano de 2003.



