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Depois de quatro meses, Gattuso desiste de ser Scarface na Grécia: “Eu não sou o presidente”

Gennaro Gattuso precisou de alguns jogos para marcar época como técnico do OFI Creta. O ex-volante raçudo manteve suas características no novo cargo. Logo na primeira partida pelo Campeonato Grego, saiu do banco para ir à loucura, comemorando o gol da vitória em campo com seus comandados. E sua coletiva de imprensa após o triunfo sobre o Atromitos se tornou um hit da internet, em que o italiano incorporou o Scarface para defender seus atletas e atacar a imprensa local.

VEJA TAMBÉM: Gattuso incorporou o “Scarface” em uma coletiva de imprensa épica

No entanto, a aventura de Gattuso na Grécia durou apenas quatro meses. Sete rodadas após o início do Campeonato Grego, o comandante pediu demissão do cargo ao ser derrotado em casa por 3 a 2 pelo Asteras Tripolis. E a fase do time nem era das piores, com o OFI ocupando a 11ª colocação na tabela, quatro pontos acima da zona de rebaixamento. O problema para o italiano era mesmo a bagunça vivida no clube.

“Eu coloquei toda a minha paixão e as minhas forças nesse time, mas eu não posso resolver os problemas do clube todos os dias. Eu não sou o presidente. Meu trabalho deveria ser apenas o futebol”, afirmou Gattuso. “Eu me sinto muito desapontado, mas não posso continuar. Foram quatro meses incríveis, a cidade é maravilhosa e os torcedores também. Não posso sustentar o peso da situação sozinho em meus ombros”.

Este foi o terceiro trabalho de Gattuso como técnico. Ele acumulou funções enquanto ainda jogava com o Sion, enquanto foi demitido depois de três meses no Palermo pela metralhadora giratória do presidente Maurizio Zamparini. Como grande característica, a paixão pelas cores que defende. Por mais que até isso tenha limite, quando a bagunça consegue ser ainda maior que a vontade do italiano em botar ordem na casa.

Abaixo, a última coletiva de Gattuso no OFI Creta, bem mais comedido. Sentiremos saudades:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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