Copa da Itália

Juve repete a vitória sobre a Fiorentina e fará o clássico contra a Inter na decisão da Copa da Itália

Juventus conseguiu administrar a vantagem em Turim, mais eficiente nos contragolpes, e terá sua chance de título na temporada

Existia uma grande expectativa ao redor da semifinal da Copa da Itália, mas a Juventus se classificou com autoridade no duelo contra a Fiorentina. Depois da vitória por 1 a 0 em Florença, garantida graças a um gol contra no fim, a Velha Senhora manteve o controle da situação para a vitória por 2 a 0 em Turim. A Viola teve espírito de luta e partiu para cima, com 68% de posse e 17 finalizações no Estádio Allianz. Contudo, parou no goleiro Mattia Perín e viu a Juve ser mais eficiente nos contragolpes. Com o placar aberto no primeiro tempo, os juventinos puderam administrar o resultado até sacramentarem a classificação nos acréscimos da etapa final. A chance de título dos bianconeri na temporada será contra a Internazionale, em final que ocorrerá em 11 de maio.

A Fiorentina começou a partida disposta a impor uma pressão. A Viola acuava a Juventus e poderia ter aberto o placar aos quatro minutos, num tiro de Lucas Torreira que bateu em Arthur Cabral em cima da linha. Porém, o abafa não se sustentou por tanto tempo e a Velha Senhora começou a encaixar seus contragolpes. Depois de alguns impedimentos, Dusan Vlahovic teve uma grande chance de abrir o placar aos 13, mas parou em Bartlomiej Dragowski. A partida parecia sob controle da Juve, diante das dificuldades dos violetas de criarem.

A Juventus cresceu por volta dos 30 minutos, quando ficou mais tempo com a bola e passou a insistir no ataque. Vlahovic não estava em sua noite mais calibrada e perdeu diante de Dragowski, mas o gol saiu aos 32. Depois de um cruzamento de Álvaro Morata, Cristiano Biraghi falhou na hora de afastar e Federico Bernardeschi pegou a sobra. Dominou e aproveitou Dragowski fora de posição para definir. Durante a reta final do primeiro tempo, a Fiorentina voltou ao ataque e incomodou. O empate quase saiu numa falha de Mattia De Sciglio, que Arthur Cabral aproveitou para encher o pé, mas parou numa ótima defesa de Mattia Perín.

A Fiorentina não deixou de lutar e ainda era mais propositiva no segundo tempo. Tentava nas bolas paradas e o empate poderia ter saído aos sete, numa cabeçada de Lucas Martínez Quarta após escanteio, que Perín salvou. Do outro lado, a Juve apostava nos contra-ataques e também esteve a um triz de ampliar aos 12. Vlahovic serviu Denis Zakaria, que mandou uma pancada na trave. O duelo era confortável à Velha Senhora, que reduzia os riscos. A Viola teria um lance ou outro, como numa falta de Biraghi que assustou, mas não apresentava tanto para a necessária virada.

A Juventus chegou a balançar as redes com 26 minutos, com Adrien Rabiot, mas o gol foi anulado por impedimento. Com o passar dos minutos, a missão da Fiorentina se tornava mais difícil e a defesa da Velha Senhora segurava as pontas. Os violetas não desistiram, ainda assim. Arthur Cabral ameaçou após cruzamento de José Callejón e Paulo Dybala também seria importante para travar Callejón pouco depois. O golpe fatal, entretanto, coube à Juve nos acréscimos. Em contra-ataque puxado aos 49, Juan Guillermo Cuadrado fez grande jogada na linha de fundo e só rolou para Danilo definir. Classificação carimbada.

A Juventus possui um excelente retrospecto na Copa da Itália durante a última década. São cinco títulos e um vice desde 2015. A Internazionale, contudo, vive um momento mais confiável para a final. Já a Fiorentina permanece com um hiato de 21 anos sem a taça. Aos violetas, resta se concentrar na reta final da Serie A, onde o time faz bom papel e tem boas condições de descolar uma vaga nas copas europeias.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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