Quando a torcida do Liverpool recuou para encenar um ataque à da Juventus, na final da Copa dos Campeões da Europa de 1985, centenas de torcedores, a maioria italianos e da fãs da Velha Senhora, saíram correndo, em desespero. O preço dessa irresponsabilidade foi 600 feridos e 39 mortos no episódio que ficou conhecido como a tragédia de Heysel, nome do estádio belga onde a partida estava sendo disputada. Trinta anos depois, as dezenas de apaixonados por futebol que perderam suas vidas foram lembrados no amistoso entre Bélgica e Itália, nesta sexta-feira.
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A partida amigável foi realizada nos mesmos metros quadrados aonde aquelas pessoas morreram. Mas Heysel agora se chama Rei Baudouin, em homenagem a um monarca da Bélgica que havia morrido anos antes da remodelação do estádio. Aos 39 minutos, os dois times deixaram a bola de lado para aplaudir, junto com a torcida e comissão técnica, os nomes dos 39 mortos que passaram no telão.
A moment of silence during Belgium-Italy at the 39th minute to honor the 39 who passed away during Heysel tragedy pic.twitter.com/0cjO0nL8JW
— Marco Messina (@Marcocalcio22) November 13, 2015
Antes da partida, a delegação italiana visitou o memorial do desastre. Buffon e Chiellini, bandeiras da Juventus, depositaram flores e ficaram visivelmente emocionados.





