Itália

Depois do Milan, Internazionale também desdenha do San Siro

Assim como o arquirrival, a Internazionale não pretende continuar no San Siro por muito tempo, já que tem um projeto engatilhado

A Internazionale caminha a passos largos rumo ao scudetto. Na liderança da Serie A com 72 pontos em 27 rodadas, 15 pontos à frente da vice-líder Juventus, a equipe de Simone Inzaghi também está na briga pelo título da Champions League. Por outro lado, já fora de campo, os nerazzurri estão preocupados com o futuro, por desejarem uma nova casa no lugar do San Siro.

Isso porque, após o CEO do Milan adotar um discurso em tom de adeus ao estádio, agora foi a vez do CEO da Inter de Milão também desdenhar do Giuseppe Meazza. Alessandro Antonelo confirmou que a prioridade dos Nerazzurri é construir uma nova casa em Rozzano, já que, assim como o rival, não está convencido com o projeto de reforma do San Siro.

As declarações de Antonello foram feitas nesta quarta-feira (6) em entrevista à TG1. Vale lembrar que a Internazionale tem planos de erguer seu próprio estádio em uma região próxima a Milão. Contudo, a Câmara Municipal e o prefeito da cidade, Beppe Sala, estão desesperados para persuadir Nerazzurri e Rossoneri a continuarem no San Siro:

“Devemos ter muita cautela porque queremos ter um estádio que melhor possa receber os torcedores. Continuaremos com a ideia do Rozzano porque  está bem conectado e acostumado a receber eventos esportivos”, disse o CEO da Internazionale.

Vale lembrar que o Giuseppe Meazza tem uma história quase centenária, sendo que a Internazionale divide o estádio com o Milan desde 1947. Aliás, falando nos rivais, os Rossoneri também compraram uma vasto terreno em San Donato, região próxima a Milão. Assim como os Nerazzurri, eles também querem erguer uma nova casa caso o projeto seja aprovado pela prefeitura.

Internazionale e Milan estão juntos “contra” o San Siro

Não é de hoje que Internazionale e Milan estão juntos “contra” o San Siro. Após o estádio ser tombado pela prefeitura de Milão, o que impediu sua demolição, os rivais usaram o discurso de partir para uma nova casa, cada um com a sua. Como a saída dos Nerazzurri e dos Rossoneri seria muito ruim para a cidade, o prefeito e Câmara Municipal reverteram sua decisão do tombamento para permitir obras no Giuseppe Meazza.

O problema é que, tanto Rozzano, quanto San Donato, oferecem ótimas condições para Inter e Milan, respectivamente, mudem de cidade. Milão não quer ficar para trás, já que San Siro é uma importante ferramenta econômica, principalmente devido aos torcedores e do turismo. Contudo, Nerazzurri e Rossoneri entendem que o Giuseppe Meazza está ultrapassado.

A dupla de Milão argumenta que o estádio está aquém das principais arenas do futebol europeu, atrapalhando os planos da dupla. Por isso há o desejo da Internazionale construir uma nova casa. Somente nesta temporada, os Nerazzurri têm uma média de 73 mil pessoas por partida em casa na Serie A. A esperança é que o número possa ser mantido (ou ultrapassado) em Rozzano.

Fato é que, como várias outras ideias de construção de novas arenas ou reformas de estádios antigos (como o da Fiorentina), a parte burocrática é um empecilho na Itália. Se tudo der certo, Inter de Milão e Milan esperam jogar em suas novas casas em 2028. Por outro lado, a cidade de Milão não vai desistir de manter os dois times no San Siro. Resta saber quem vai ganhar esse cabo de guerra.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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