Itália

Alex lembra calvário no Parma: “Tentaram destruir minha carreira de qualquer maneira”

Alex brilhou no futebol europeu com a camisa do Fenerbahçe, mas a sua primeira tentativa no continente foi uma tragédia. Comprado pelo Parma, em 2000, disputou apenas cinco partidas pelo time italiano em dois anos e passou por vários perrengues, que ele detalhou nessa entrevista para a Gazzetta dello Sport.

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O ex-jogador conta que chegou à Itália, passou três dias, e imediatamente foi emprestado para o Flamengo. Um ano depois, processou o clube e retornou. “Na primeira vez, eu não conhecia ninguém. Na segunda, havia (Arrigo) Sacchi como diretor, e (Cesare) Prandelli como treinador. Era uma guerra de nervos”, contou.

Segundo o brasileiro, Prandelli não reconhecia sua presença no time, não havia relacionamento Sacchi, mas o grande problema foi com a família de Stefano Tanzi e com os diretores da Parmalat. Alex denuncia que pessoas do clube ou da empresa que vendia leite falsificaram sua assinatura em um documento no qual ele supostamente renunciaria a pagamentos aos quais tinha direito.

“Eles tentaram destruir minha carreira de todas as maneiras possíveis, mas eu me mantive de pé e venci a batalha legal”, afirma. “Eu era um jovem de 23 anos enfrentando uma multinacional. (Fui ameaçado) várias vezes, pelos advogados deles. Os argumentos eram sempre financeiros, nunca esportivos.

A passagem pelo Parma veio no pior momento possível para Alex, que naquela época, era um dos melhores jogadores do Brasil e tinha uma boa chance de disputar a Copa do Mundo de 2002. “Arruinou minha vida inteira. Eu estava lutando para ser titular na seleção, em um período que havia jogadores como Rivaldo, Djalminha, Giovanni, Juninho e Ricardinho. Em 2002, Scolari decidiu não me levar (para o Mundial). E eles venceram a Copa do Mundo”, encerrou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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