Itália

Adriano: ‘Eu poderia ter ganhado a Bola de Ouro. Deram para ele, mas eu estava no mesmo nível’

Atacante brasileiro foi notável nos anos 2000 e brilhou principalmente nos gramados italianos

Adriano Imperador esteve entre os mais notórios atacantes do futebol mundial nos anos 2000. Além da força física invejável, tinha uma habilidade fora do comum com a sua potente perna esquerda e fez chover na Itália. Uma de suas melhores temporadas ocorreu em 2004, quando se sagrou protagonista da conquista da Copa América com a seleção brasileira e peça primordial da Internazionale.

O bom desempenho o colocou na lista de postulantes à Bola de Ouro 2004, porém, o troféu ficou com o ucraniano Andriy Shevchenko. Adriano falou sobre o assunto ao “Betsson.Sport Talks”.

Acho que eu poderia ter conquistado a Bola de Ouro. Deram para Shevchenko, que era excelente, mas na época eu estava no mesmo nível — afirmou o Imperador.

A Copa América 2004 foi histórica para os brasileiros graças ao sofrido gol de Adriano nos lances finais da final contra a Argentina. Até hoje, o gol — e a conquista — são lembrados com carinho.

‘Poderia ter feito muito mais’: Adriano Imperador reflete sobre Bola de Ouro e carreira

Shevchenko defendia o Milan e estava com 28 anos quando recebeu a honraria. O atacante era do plantel rossoneri, recheado de grande talento, desde 1999 e havia ajudado na marcante conquista do Campeonato Italiano de 2003/04 com seus 24 gols. Uma temporada antes, a equipe já tinha levantado a taça da Champions League.

O brasileiro Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) e o luso-brasileiro Deco (Porto/Barcelona) eram apontados como os principais adversários do ucraniano na briga pela Bola de Ouro daquele ano.

A revista “France Football”, como de costume, divulgou os votos após a cerimônia de premiação e Shevchenko ficou com 175. O segundo lugar foi de Deco, com 139, seguido por Ronaldinho e seus 133 pontos. Adriano ocupou o 6º lugar ao registrar 27.

Adriano Imperador em ação pela Internazionale
Adriano Imperador em ação pela Internazionale (Foto: Imago)

O Imperador passou a temporada 2003/04 entre Parma e Inter de Milão — ainda iniciando sua trajetória em solo italiano. Ao todo, registrou 21 gols e quatro assistências em 31 partidas disputadas. Só na Serie A fez oito gols em nove jogos pelo Parma e acumulou nove bolas na rede em 16 embates pela Inter.

Ele voltou a estar entre os candidatos à Bola de Ouro em 2005, já no seu auge na carreira, — vencida por Ronaldinho — e ficou na 7ª colocação.

Eu realmente poderia ter feito muito mais na minha carreira, sempre penso nisso. Quando assisto a vídeos meus, acho que poderia ter jogado mais três ou quatro anos em alto nível. Se eu tivesse conseguido me concentrar, poderia ter ganhado a Bola de Ouro — disse Adriano.

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Dificuldade na vida pessoal afetou desempenho, diz Adriano

O bom momento em campo acabou afetado pela morte de seu pai, Almir, em agosto de 2004. O ex-jogador afirmou que a dor “começou de verdade” tempos depois.

— Eu poderia ter feito muito mais, mas chegou um momento em que o Adriano não estava mais lá. Para ser o Imperador, eu precisava ser o Adriano primeiro. Eu estava pensando demais no que tinha acontecido com o meu pai, e não é desculpa, é que isso realmente me entristecia.

Adriano declarou que retornar ao Brasil se tornou praticamente imprescindível para ele, que estava determinado a “colocar a cabeça no lugar”. O então atacante passou os seis primeiros meses de 2008 no São Paulo emprestado pela Inter e voltou ao País em definitivo em 2009, para vestir a camisa do Flamengo.

Ele ainda passou por Roma e Corinthians antes de vestir novamente — e brevemente — o manto Rubro-Negro. Depois esteve no Athletico-PR e no Miami United, onde encerrou a carreira em 2016.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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