A Juventus venceu até o carma para chegar à semifinal da Champions
Em jogos eliminatórios, não tomar gol costuma ser meio caminho andado para o sucesso. É bem verdade, porém alguns times às vezes parecem levar isso a ferro e fogo. A Juventus entrou em campo no estádio Louis II com a clara intenção de cozinhar o jogo com o Monaco. Com a vantagem de 1 a 0 no jogo de ida, tratou de desacelerar o jogo e atuar naquele ritmo de domingo depois do almoço. Uma estratégia que brinca com o carma, afinal, a vitória em Turim veio de um pênalti para lá de duvidoso, para não dizer inexistente. Isso é para lá de de perigoso. Mas a Juventus assim fez e saiu da França com a vaga embaixo do braço.
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Massimiliano Allegri resolveu levar a campo a formação com três zagueiros, que nem tem sido a mais utilizada. Como não teve Pogba no meio, o técnico aproveitou para manter uma formação muito utilizada na temporada passada, com Barzagli, Bonucci e Chiellini na defesa, Pirlo, Marchisio e Vidal no meio, com Lichtsteiner e Evra nas alas e Morata e Tevez no ataque. Bom, bonita a escalação, mas o futebol…
O Monaco foi quem tomou as ações desde o começo, tentando o ataque. Os chutes de longe foram a maior arma dos franceses, tentando surpreender Buffon. Só que dos 12 chutes a gol, só um acertou o alvo. Levou algum perigo, relativo, em chutes, mas nada além disso. A Juventus tinha alguns contra-ataques, como um com Tevez no primeiro tempo, que ele demorou a tocar, e depois com Morata, que também demorou a fazer o passe e perdeu a bola.
O Monaco tentava no desespero achar um gol, mas a criatividade era bem pequena. O time tentou, não se pode negar, mas a falta de qualidade do Monaco frente a uma boa atuação defensiva da Juventus tornou o jogo chato. Não havia chances de gol, a Juventus parecia segura que não levaria gols e andava com o regulamento embaixo do braço. Era como aquela festa com um tio bêbado fazendo piadas preconceituosas e machistas, com risadas amarelas e constrangimento, que você só consegue olhar para o relógio esperando que acabe logo.
O castigo poderia vir para a Juventus. Não veio. O empate por 0 a 0 prevaleceu, com um jogo hororroso, sem chances de gol. Mas era o que a Juventus queria, precisava. O time italiano volta à semifinal continental depois de 12 anos. A última vez foi em 2003, quando decidiu a taça com o Milan, mas perdeu nos pênaltis. Seja quem vier, a Juventus é quem mais tende a sofrer. Já cumpriu a sua missão até aqui. Pode ir mais longe?



