6 brasileiros ‘fora do radar’ para ficar de olho no futebol europeu em 2026
Eles não ocupam manchetes, mas acumulam desempenho e ótima adaptação em ligas competitivas do velho continente
O futebol brasileiro segue espalhando talentos pelo continente europeu, mas nem todos conseguem espaço no noticiário mais quente. Enquanto as atenções se concentram nos protagonistas da elite, como Barcelona e Real Madrid, há um grupo crescente de brazucas construindo carreiras consistentes em ligas intermediárias, clubes emergentes ou contextos competitivos menos acompanhados pelo grande público.
São jogadores que já entregam rendimento, sustentam minutos importantes e, pouco a pouco, ampliam seu impacto. Num cenário em que o jogo europeu exige leitura, intensidade e adaptação constante, esses nomes “fora do radar” despontam como apostas silenciosas para ganhar projeção em 2026.
Alguns já se firmaram como peças importantes em seus times. Outros, ainda discretos, mostram sinais claros de que podem dar um salto competitivo em breve. Não são atletas que ocupam manchetes — e justamente por isso merecem ser observados com cuidado. Aqui, destacamos seis deles.
Kauã Elias, Shakhtar Donetsk

Formado nas categorias de base do Fluminense, Kauã Elias iniciou sua trajetória na Europa com o status de talento para amadurecer com tempo e sequência — e, até aqui, tem correspondido. No Shakhtar, ganhou espaço pela combinação de força física, boa presença de área e facilidade para atacar profundidade.
Mesmo jovem, o cria de Xerém tornou-se peça útil na rotação ofensiva, participando de minutos relevantes na liga e em competições continentais. Kauã ainda está longe do teto técnico que pode alcançar, mas já demonstra maturidade para competir contra defesas mais densas e ambientes de maior pressão.
Trata-se de um jogador agressivo no último terço, que busca finalizações rápidas e oferece mobilidade constante ao sistema. Se mantiver o ritmo de evolução — especialmente na tomada de decisão — tem tudo para se posicionar como uma das grandes apostas brasileiras fora do circuito mais badalado.
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Emersonn, Toulouse

Após rápida passagem pelo Goztepe, da Turquia, Emersonn encontrou no Toulouse o ambiente ideal para desenvolver seu futebol de forma gradual e consistente. Titular na maioria dos jogos da equipe na Ligue 1, o atacante ex-Athletico-PR tem mostrado personalidade para acelerar jogadas, partir para o duelo individual e entregar presença criativa no terço final.
O clube francês valoriza jogadores com boa leitura sem bola, e o brasileiro vem evoluindo justamente nesse ponto: hoje se movimenta com mais inteligência entre linhas e se oferece como opção constante de apoio.
Seu repertório, marcado por arrancadas e boa condução, começa a chamar atenção conforme ele ganha maturidade e estabilidade física. A dúvida inicial sobre como se adaptaria ao ritmo do futebol francês ficou para trás. Emersonn naturalmente ainda vai oscilar, mas tem produzido impacto suficiente para ser observado de perto em 2026 — especialmente se continuar ampliando suas participações em gols.
Arthur, Bayer Leverkusen

Na terceira temporada pelo Bayer Leverkusen, Arthur vive um momento distinto dos dois primeiros anos na Alemanha. Sob o comando de Xabi Alonso, foi utilizado majoritariamente saindo do banco, ganhando minutos de maneira controlada enquanto se adaptava ao ritmo, às exigências táticas e ao ambiente competitivo da Bundesliga.
Agora, em 2025/26, o cenário mudou: com a nova comissão técnica de Kasper Hjulmand e um plantel em transformação, o lateral-direito passou a receber mais oportunidades desde o início das partidas, consolidando-se como opção real para a titularidade.
Com mais sequência, Arthur vem mostrando um jogo mais maduro. Seu dinamismo pelos corredores e a capacidade de sustentar intensidade em ida e volta têm chamado atenção. Se mantiver esse padrão, tem tudo para fazer a temporada com mais jogos desde que chegou à Alemanha — e, principalmente, para se firmar como um nome mais visível dentro de um Leverkusen que tenta se manter competitivo.
Weslley Patati, AZ

Conhecido pela velocidade e drible curto, Weslley Patati atravessou um caminho pouco convencional até ganhar espaço no futebol europeu. Depois de se destacar no Santos e brilhar no Maccabi Tel Aviv, onde mostrou capacidade de decidir jogos e produzir números relevantes, o atacante chegou ao AZ Alkmaar carregando expectativa — e vem correspondendo.
No time holandês, Patati se tornou peça valiosa pela forma como acelera jogadas, rompe linhas e cria vantagens no um contra um. Além da contribuição constante na construção ofensiva, tem marcado seus gols e concedido assistências.
A combinação de talento individual e entendimento coletivo o transformou em um dos jovens brasileiros mais interessantes fora do radar das grandes ligas — e a tendência é que seu nome ganhe ainda mais destaque à medida que sustenta essas atuações.
Felipe Augusto, Trabzonspor

Depois de duas boas temporadas no Cercle Brugge, da Bélgica, Felipe Augusto chegou ao Trabzonspor mais maduro e pronto para dar um passo adiante na carreira. E a adaptação ao futebol turco tem sido rápida: o ex-Corinthians ganhou espaço desde as primeiras rodadas da liga turca e hoje é titular na maior parte das vezes, tornando-se uma das peças mais flexíveis do setor ofensivo.
No clube turco, Felipe alterna funções com naturalidade — ora atua como segundo atacante, ora é utilizado como centroavante, e em outros momentos parte pelos lados para explorar sua mobilidade e capacidade de atacar profundidade. Essa versatilidade ampliou seu impacto no time, permitindo que contribua tanto na construção quanto na definição das jogadas.
Com números crescentes e regularidade em campo, o brasileiro se estabelece como um nome importante no elenco e um candidato sólido a ganhar mais projeção no cenário europeu nos próximos anos.
Matheus Alves, CSKA

Cria do São Paulo, Matheus Alves foi vendido por seis milhões de euros em julho de 2025. O destino foi o CSKA Moscou, onde a adaptação aconteceu de forma mais rápida do que o previsto. Logo nas primeiras semanas, o brasileiro conquistou espaço, assumiu a titularidade e passou a atuar como meia ofensivo, com liberdade para ocupar o corredor central e se aproximar da área.
O bom início chama atenção não apenas pela precocidade, mas pela maturidade competitiva. Matheus tem mostrado entendimento dos ritmos do jogo, capacidade de jogar entrelinhas e personalidade para assumir responsabilidades em um contexto duro, marcado por temperaturas extremas e uma rotina completamente distinta da vivida no Brasil.
Ainda fora do radar mais amplo, seu começo na Rússia indica um processo de afirmação sólido — daqueles que costumam antecipar um salto maior quando o mercado passa a olhar além dos centros mais óbvios.



