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Wolverhampton é uma grande chance que Matheus Cunha precisa aproveitar

Aos 23 anos, Matheus Cunha mostrou muito potencial, mas ainda não entregou o que se esperava e ganha uma bela chance nos Wolves

A passagem de Matheus Cunha pelo Atlético de Madrid terminou e o atacante foi anunciado pelo Wolverhampton como um presente de Natal, justamente no dia 25. A chegada por empréstimo com obrigação de compra por € 50 milhões (£44 milhões) mostra que o jogador ainda tem bastante mercado, mas será preciso aproveitar essa chance, depois de uma passagem pela Espanha que não deixará saudades.

Aos 23 anos, Matheus Cunha mostrou muito potencial até aqui na carreira. Sua transferência para o Atlético de Madrid fazia todo sentido quando chegou, em agosto de 2021. Ele chegava como uma reposição para Luis Suárez. A primeira temporada não foi empolgante, mas teve bons momentos. Com a saída de Suárez, em 2022, parecia que ele assumiria a posição com sobras. Mas o que vimos não foi o que aconteceu.

Nos 17 jogos que fez nesta temporada, já sem Suárez, só foi titular duas vezes. Não fez nenhum gol e suas atuações não convenceram. Ainda conseguiu fazer duas assistências, mas quem assumiu a posição, voltando de empréstimo, foi Álvaro Morata, formando ataque ao lado de Antoine Griezmann, especialmente após resolver o imbróglio com o Barcelona. Sem espaço, ele foi considerado transferível pelo Atlético.

Com a falta de minutos e jogos convincentes, Matheus Cunha perdeu a concorrência por uma vaga na Copa do Mundo. A falta de bons jogos colocou dúvidas sobre o quanto ele é capaz de jogar no mais alto nível. Por isso, a transferência para o Wolverhampton, um clube da Premier League e disposto a pagar um bom dinheiro pelo brasileiro, é uma chance bastante importante, que ele precisa aproveitar para seguir no mais alto nível.

O Wolverhampton precisa de um centroavante. O seu camisa 9 é Raúl Jiménez, que não conseguiu retomar o alto nível que mostrava antes da lesão que arriscou até a sua carreira. Quem foi contratado como uma boa aposta foi Sasa Kalajdzic, de 25 anos, que chegou do Stuttgart, mas se machucou.

Até por isso, o clube buscou Diego Costa, que estava sem contrato desde que deixou o Atlético Mineiro. Só que o hispano-brasileiro não convenceu nos jogos que fez. Aos 34 anos, havia muitas dúvidas sobre a sua capacidade de atuar no mais alto nível, ainda mais em uma liga como a Premier League. Foram oito jogos até aqui, mas não conseguiu convencer.

Por isso, a chegada de Matheus Cunha é um reforço que pode ajudar a resolver esse problema. O técnico Julen Lopetegui, que veio do Sevilla, o conhece do futebol espanhol e fez essa aposta, a sua primeira contratação como técnico dos Wolves. Como potencial, Matheus Cunha é um jogador que pode inclusive voltar a ser opção da seleção brasileira.

“Estou realmente empolgado em ser parte deste clube e deste clube, é um grande clube. Estou empolgado em jogar na Premier League, jogar no Wolverhampton, e acho que o mais importante é que estou feliz como uma criança”, afirmou o jogador ao chegar no Wolverhampton.

“A situação que eu chego não é a melhor. Precisamos de um pouco mais de pontos. Mas acredito no clube, acredito no técnico, a mentalidade que ele tem e ele tem muitas coisas para fazer aqui em Wolverhampton com os jogadores, mas a qualidade dos jogadores é inacreditável”, disse ainda Matheus Cunha.

“Sou um cara muito humilde que irá correr muito pelo time. Também tenho muitas qualidades no jogo, coisas táticas, para ajudar o time. Mas um cara humilde que acredita que o mais importante é ajudar o time. Farei tudo pelos torcedores já que acredito que o mais importante que verão em campo é um cara que joga pelos torcedores”, continuou Cunha.

Matheus Cunha ainda é muito jovem e ganha uma chance de uma transferência para a liga mais forte do planeta mesmo sem ter feito bons jogos neste último um ano e meio. Cabe ao jogador aproveitar a chance com unhas e dentes e mostrar que pode não só ser titular do Wolverhampton, mas ser destaque do time e voltar a brigar por um lugar entre os convocados da seleção brasileira, quando tiver um novo técnico.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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