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Vitória sobre o Palace mostra que tudo mudou no Chelsea, exceto o protagonismo de Willian

Os motivos para lamentação foram muito mais numerosos do que as razões para comemoração na primeira metade de temporada do Chelsea. O desempenho desastroso nos primeiros seis meses da campanha 2015/16 custaram o cargo de José Mourinho, e desde a sua saída o time se transformou. Passou a prosperar. Tudo mudou nos Blues, exceto o protagonismo de Willian, um dos poucos motivos para celebração por parte da torcida até agora. Mesmo quando o time vivia péssima fase, o brasileiro se destacava individualmente. Algo que continua a fazer agora sob o comando de Guus Hiddink. O camisa 11 foi o grande destaque da vitória por 3 a 0 sobre o Crystal Palace neste domingo.

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O Crystal Palace foi superior na primeira metade do primeiro tempo no Selhurst Park. De quebra, o Chelsea ainda teve que lidar com a lesão de Hazard, que deixou o campo ainda aos 15 minutos de jogo para dar lugar a Pedro. Justamente quando o Palace crescia e amadurecia seu gol, os Blues conseguiram sair à frente. Tudo começou com a genialidade de Fàbregas, que acertou lindo passe em profundidade para Diego Costa. O atacante então cruzou para o meio da área, e Oscar apareceu para completar para o gol e fazer 1 a 0 aos 28 minutos. Os donos da casa responderam um minuto depois com um chute por cima do gol de Courtois, mas a partir de então o Chelsea passou a dominar de vez o confronto.

Aos 15 minutos do segundo tempo, o talento aprimorado de Willian nas finalizações de longa distância voltou a fazer a diferença para o Chelsea na temporada. O camisa 11 recebeu de Oscar e bateu forte, no ângulo esquerdo do goleiro Hennessey, anotando um golaço, ampliando o placar para 2 a 0 e chegando a seu oitavo gol na campanha 2015/16, em todas as competições.

Willian seguiu sua contribuição ao jogo ofensivo do Chelsea após seu gol. Seis minutos depois de fazer o segundo dos Blues no jogo, livrou-se da marcação do Crystal Palace com sua velocidade e tentou a finalização. Forçou o goleiro a dar o rebote, e Diego Costa não perdoou: 3 a 0. Além de iniciar a jogada que terminou no gol do atacante, Willian foi o principal nome ofensivo do Chelsea no segundo tempo, causando confusão na zaga do Palace quase sempre que tocava na bola.

Com o resultado, o Chelsea chegou a quatro jogos de invencibilidade na Premier League, com duas vitórias e dois empates. A sequência boa iniciou justamente após a saída de Mourinho e a chegada de Hiddink, e não por coincidência: o próprio clube reconheceu que o relacionamento do português com os atletas estava bastante desgastado, e a mudança de postura dentro de campo ficou clara após a troca. Tanto é que a torcida não poupou alguns dos jogadores de maior destaque do time logo no primeiro jogo pós-Mourinho: Diego Costa, Hazard e Fàbregas foram alvo de críticas dos torcedores e chamados de “ratos”.

Quem não precisou de mudança de comando para mostrar seu futebol foi Willian. Desde o início da temporada, o camisa 11 tem feito a diferença para o Chelsea. Mostrou-se um exímio cobrador de faltas, origem de maior parte de seus gols em 2015/16, mas também contribuiu consistentemente com um futebol incisivo. Se a atual temporada tem sido de caos e reconstrução para os Blues, individualmente para Willian é a temporada da consolidação do brasileiro como um grande jogador do campeonato nacional de maior nível técnico do mundo.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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