Inglaterra

Uma segunda chance para Cristiano Ronaldo

Em abril do ano passado, publiquei uma coluna em que dizia que Cristiano Ronaldo vinha fazendo uma grande temporada, mas precisava mostrar nos meses de abril e maio se era mesmo o melhor jogador do mundo. Ronaldo teve um fim de temporada discreto, enquanto Kaká brilhou intensamente, levando o Milan ao título da Liga dos Campeões. Merecidamente, o brasileiro é que ficou com todos os prêmios de Jogador do Ano de 2007.

Agora, em 2008, Cristiano Ronaldo tem nova oportunidade. O português vem fazendo uma temporada ainda melhor do que a passada. Seu futebol, desde agosto, tem sido devastador e é o diferencial que coloca o Manchester United acima de Arsenal e Chelsea – e que faz dos Red Devils favoritos para ganhar a Liga dos Campeões. Sua atuação no 4 a 0 sobre o Aston Villa (um adversário incômodo) foi digna de um Cruyff, um Maradona, até um Pelé.

Mas, antes de colocar Cristiano Ronaldo no panteão dos grandes craques e entregar-lhe o título de melhor do mundo, ainda falta uma coisa importante: o português tem que brilhar na hora da decisão, coisa que não conseguiu fazer na última temporada.

Pelo futebol mostrado e pelos resultados alcançados, o Manchester United pode ser considerado, hoje, o melhor time do mundo. Para que esse rótulo seja adequado, no entanto, o time tem que fazer valer seu favoritismo e ganhar os dois títulos pelos quais ainda briga: o Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões. Faltam 10 jogos para alcançar o paraíso, e o homem que tem que levar a equipe até lá é Cristiano Ronaldo.

Essas 10 partidas serão um teste importante para ver se o jogador já tem a maturidade de um grande craque. São quatro jogos de vida ou morte pela Liga dos Campeões e ainda encontros contra Chelsea e Arsenal no Campeonato Inglês. Partidas ‘fáceis’, só contra Middlesbrough, Blackburn, West Ham e Wigan.

Na temporada passada, o português decepcionou bastante nesse momento decisivo. Na semifinal da LC contra o Milan, foi atropelado por Kaká. Na decisão da FA Cup, não fez nada de útil e também não teve participação decisiva nas últimas rodadas do Inglês, quando o United já estava perto do título.

Mas, desta vez, há mais motivos para acreditar em Cristiano Ronaldo. Primeiro, porque neste ano sua forma tem sido ainda mais impressionante que em 2006/7. Em 40 jogos, o português marcou 36 gols (superando com folga o recorde histórico do Manchester United) e deu passes para dúzias de outros. Além disso, está um ano mais velho – o que faz grande diferença, dado só tem 23 anos.

Cristiano Ronaldo e o time do Manchester United parecem estar maduros para entrar no Olimpo do futebol neste ano. E é melhor eles aproveitarem a oportunidade, porque chances como essas não aparecem três vezes.

A primeira decepção

Não demorou para ficar provado de que o caminho de Fabio Capello à frente da seleção inglesa será complicado. Depois de uma animadora vitória sobre a Suíça, na estréia do técnico, a Inglaterra foi derrotada pela França, por 1 a 0.

O resultado, claro, não é nenhum vexame, ainda mais em um amistoso. O que desanimou a torcida foi a total falta de poder de fogo da Inglaterra. A equipe sofreu o único gol da partida aos 32 minutos do primeiro tempo, mas, mesmo com muito tempo disponível, nunca deu pinta de que poderia empatar o jogo – nem sequer assustou em lances isolados. Além disso, acaba a aura de infalibilidade de Capello, que não conseguiu dar coesão ao time contra um adversário difícil.

Fora isso, o jogo foi marcado por ser a 100ª partida de David Beckham pela seleção inglesa. Com isso, Capello provou que a porta segue aberta para o ‘Spice Boy’. Se o meia terá condições de manter o lugar na equipe, é outra história.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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