Inglaterra

Um dos melhores finais de campeonato da história do futebol

O desfecho da Premier League 2011/12 é, sem muitas dúvidas, o mais emocionante da história da competição. Os gols de Dzeko e Agüero nos acréscimos decretaram a virada contra o Queens Park Rangers e o título Manchester City graças ao saldo de gols. Neste sábado, no entanto, os Citizens ganharam um duro concorrente pelo rótulo de “melhor final de campeonato da história da Inglaterra”.

O inacreditável aconteceu na última rodada da League One, a terceira divisão inglesa. O Doncaster Rovers fazia confronto direto com o Brentford pelo acesso. O empate ou a vitória na casa dos adversários daria a vaga na Championship ao Donny, que também tinha chance de título. Para tanto, precisava vencer e torcer por um tropeço do Bournemouth, um ponto à frente na tabela e já garantido na segundona.

Aos 49 minutos do segundo tempo, o lance decisivo. Pênalti a favor do Brentford. Era converter e carimbar o passaporte. Mas Marcello Trotta carimbou o travessão. E a sorte do Doncaster não terminou aí. Os visitantes puxaram o contra-ataque na sequência do lance e balançaram as redes com James Coppinger. Gol que garantiu a vitória por 1 a 0 e, combinado ao empate por 0 a 0 do Bournemouth, deu a taça aos Rovers.

A conquista é a maior glória da história do Doncaster, clube fundado em 1879 e que nunca foi além da segunda divisão inglesa. Antes disso, o principal título era o da Football League Cup de 2006/07, competição disputada entre as equipes da terceira e da quarta divisão. Na ocasião, o triunfo sobre o Bristol Rovers veio apenas na prorrogação. Emoção pequena, quando comparada ao turbilhão vivido neste sábado.

 Vídeos

A sequência dos lances, na transmissão da TV inglesa:

E o contraste entre a decepção e a festa, filmado por um torcedor do Brentford:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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