Inglaterra

Liga Europa: Uefa explica gafe constrangedora na entrega de medalhas ao Tottenham

A noite histórica do Tottenham em Bilbao teve um momento inusitado e embaraçoso que gerou até pedido de desculpas da entidade máxima do futebol europeu

Son Heung-min, Rodrigo Bentancur e Cristian Romero, três pilares do time titular do Tottenham, estavam entre os últimos a erguer o troféu da Liga Europa após a vitória sobre o Manchester United, nesta quarta-feira (21). No entanto, o trio se viu sem medalhas no momento da entrega oficial, algo que gerou surpresa, mas não estragou a festa.

Enquanto isso, outros atletas que sequer estavam relacionados para a final, como o lesionado James Maddison e o jovem Lucas Bergvall, subiram ao palco e receberam seus prêmios sem problemas. A discrepância chamou a atenção e, diante da repercussão, a Uefa se pronunciou ainda no vestiário.

A polêmica da Uefa com jogadores do Tottenham

Em nota, a entidade máxima do futebol europeu explicou que houve uma falha de logística por conta de um problema na administração, mas que foi rapidamente corrigida nos bastidores.

Ainda no comunicado, a Uefa citou que fez as contas certas da quantidade de medalhas, mas não esperava que jogadores lesionados e não relacionados apareceram para recebê-las.

Tottenham foi campeão da Europa League em 2025 (Foto: Imago)
Tottenham foi campeão da Europa League em 2025 (Foto: Imago)

“Para nosso grande descontentamento, não tínhamos medalhas suficientes disponíveis no palco durante a cerimônia de premiação do troféu devido a uma discrepância inesperada na contagem de jogadores, já que mais membros da equipe – incluindo jogadores lesionados – participaram da cerimônia do que o inicialmente previsto.

As medalhas que faltavam foram prontamente entregues à equipe vencedora no vestiário, juntamente com nossas mais sinceras desculpas pelo descuido.”

Apesar do contratempo, o momento foi absorvido com bom humor pelos jogadores. Maddison, que se apresentou de uniforme completo mesmo fora da lista de relacionados, ironizou a situação:

“Disseram que eu tinha que colocar o uniforme para conseguir a medalha! Eu não queria fazer um John Terry!”, brincou em referência ao ex-capitão do Chelsea, que celebrou de chuteiras a Champions League de 2012 mesmo suspenso.

— Ganhar torna tudo válido – a dor de não poder jogar é não poder ajudar a equipe. É uma conquista brilhante — completou o meia.

Para Son, capitão do time e símbolo da conquista, a medalha, mesmo que tardia, representa a realização de um sonho:

“É o que sempre sonhei. Hoje foi o dia em que aconteceu. Sou o homem mais feliz do mundo. Nos últimos sete dias, eu sonhava com este jogo todas as noites. Finalmente aconteceu e posso dormir tranquilo agora!”, admitiu.

A conquista em Bilbao encerra um jejum de 17 anos sem títulos para o Tottenham, um dos clubes com mais torcida da Inglaterra, mas também um dos mais acostumados à frustração.

A última taça havia sido a Copa da Liga Inglesa de 2008. Desde então, o time passou perto diversas vezes, como nas finais da Champions League de 2019 e da Copa da Liga de 2021, mas nunca havia conseguido dar o passo final.

A vitória na Europa League, além de quebrar esse ciclo, garante ao clube vaga direta na próxima edição da Liga dos Campeões e completa a promessa do técnico Ange Postecoglou, de sempre entregar um título ao seu clube em sua segunda temporada.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo