Inglaterra

Tudo aberto

 O ano de 2011 começa como ninguém esperava que começasse no início desta temporada – e ainda menos um mês depois: a Premier League está aberta, tem pelo menos cinco candidatos ao título, uma dúzia de candidatos às competições européias, além de dez times que podem estar entre os três últimos. Se o United tem uma pequena vantagem no topo, no resto da tabela o equilíbrio é extremo. Ou seja: quem esperava algum tipo de previsão nesta volta de férias vai continuar esperando!

O que há de diferente entre este começo de 2011 e o final de 2010 é de fato a pequena dianteira conquistada pelos Red Devils. A equipe tem agora 44 pontos, contra 42 do rival City e 40 do Arsenal. Só que os Citizens jogaram duas vezes a mais, e oe Gunners, uma. E o jogo a menos do United é contra o Blackpool.

É alguma coisa, mas não é muito, principalmente porque a tabela é desigual. O Manchester City, por exemplo, vice-líder, ainda joga fora de casa contra Arsenal, Man Utd, Chelsea e Liverpool. Os Blues, por outro lado, já fizeram quase todas as visitas incômodas do calendário, faltando apenas a de Old Trafford.

O United é favorito, principalmente pelas vantagem que construiu nas últimas rodadas. Que ninguém esqueça, entretanto, que além de também ter um calendário complicado, os Devils são inconstantes, e têm dependido ora de um jogador, ora de outro – sendo que nenhum deles é Lionel Messi. Chicharito Henández, que empolga a quase todos, ficou quse dois meses sem marcar, e nem é justo que se espere de um jogador mexicano em sua primeira temporada europeia que seja o condutor da equipe.

Os perseguidores do time de Alex Ferguson, entretanto, também não empogam, a começar pelo rival de cidade. O Manchester City tem grandes jogadores, Dzeko é um excelente reforço, mas haverá tempo para que se transforme em uma equipe? E, havendo, a excessiva cautela de seu treinador não acabará custando os pontos que fariam a diferença ao final do ano?

O Arsenal, por sua vez, tem um problema parecido e outro bem diferente. Ao contrário do City, tem um time coeso, que joga junto e do mesmo jeito há muito tempo. Seu elenco, por outro lado, é deficiente, e a equipe depende demais de jogadores que se contundem demais – notoriamente Van Persie e Fábregas. Seu treinador também parece não querer ajudar quando, por exemplo, muda, de uma partida para outra, nada menos que oito jogadores titulares. Dois pontos perdidos contra o Wigan, que, como já citamos antesem outros casos, podem fazer a diferença.

Ninguém aposta no quarto colocado, mas o Tottenham é o que tem o cenário mais claro de perseguição ao título – embora esteja longe de ser favorito a ele. Os Spurs têm time melhor do que o Milan, mas não é improvável que a falta de experiência na competição acabe eliminando os londrinos da briga. Só que o time vem jogando muito bem, especialmente na Europa. Se puder se concentrar na Premier League, não há nada que impeça os comandados de Harry Redknapp de engrenar uma boa sequência de vitórias que os colocaria na briga.

Por fim, o Chelsea. Todas as explicações já foram tentadas para explicar como um time que começou a temporada arrasador de repente parou. Uma delas: a saída do assistente Ray Wilkins deixaria clara uma divisnao no elenco. Outra: a defesa azul não é dessas coisas, e, quando os times pararam de ter medo de atacá-la, começou a entregar. Ambas fazem sentido, mas há uma outra, simplória, que não pode ser deixada de lado: a fase arrasadora do começo da temporada aconteceu contra os “ninguéms” do campeonato, enquanto a fase de baixa aconteceu justamente quando a tabela ficou dura – e, como dissemos acima, daqui para frente é dos Blues a tabela mais tranquila.

As brigas embaixo também são boas, principalmente a disputa para fugir do rebaixamento. O lanterna West Ham tem 20 pontos em 22 jogos, enquanto o 14o Fulham tem apenas dois pontos a mais, embora com um jogo a menos. Também por aqui, subidas repentinas, como a dos Hammers, e quedas espetaculares como a do Aston Villa, que não vence há quatro rodadas.

A Premier League está aberta em todos os aspectos. É o momento de aproveitar, porque é pouco provável que este cenário persista por muito mais tempo.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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