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Tottenham conseguiu uma goleada redentora em cima dos erros do City (e dos bandeirinhas)

Oito derrotas em nove jogos são o suficiente para o torcedor do time perdedor ficar com raiva e desejar secretamente – às vezes declaradamente – que uma vitória no próximo encontro é obrigação. Esse era o retrospecto do Tottenham contra o Manchester City antes da partida deste sábado. E pior: o time de Londres vinha de três goleadas recentes, uma delas em casa, o que transformou a goleada por 4 a 1 imposta em White Hart Lane uma grande redenção.

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O Manchester City havia vencido as quatro últimas partidas, com placares de 6 a 0, 5 a 1, 4 a 1 e 1 a 0. Tinha a confiança necessária para entrar no estádio do Tottenham como se estivesse em casa. E foi mais ou menos o que fez. Com intensidade e concentração, dominou metade do primeiro tempo e abriu o placar em uma escapada rápida de Yaya Touré no contra-ataque. A bola foi aberta para Kevin de Bruyne, na direita, que chutou para fazer 1 a 0.

Dois minutos depois, Sterling teve a chance de ampliar, mas o jovem segue um pouco longe do jogador infernal que se via no Liverpool. Assim como o Harry Kane da temporada passada, o artilheiro letal, ainda não havia aparecido. Ele tentou, aos 41, em uma boa jogada que acabou nas mãos de Caballero. Alguns minutos depois, o primeiro erro da defesa do City e da arbitragem.

Walker saiu impedido pela direita e cruzou para a boca do gol, o goleiro afastou, e De Bruyne ficou com o rebote. Tentou um passe arriscado na entrada da área, e Dier chegou chutando para empatar. É verdade que o lateral direito estava em posição irregular no começo da jogada, mas teria sido um erro sem danos caso o belga não tivesse errado feio na saída de bola.

A partida que tinha tudo para ser muito equilibrada viu o Tottenham construíndo a goleada pouco a pouco. A virada saiu no começo da etapa final, quando Alderwireld subiu mais alto que Fernando e cabeceou fraco para o gol. Seria uma bola muito facilmente defensável por Caballero, mas o goleiro havia decidido sair debaixo das metas e levou um grande frango. Pouco tempo depois, Eriksen cobrou uma falta preciosa na junção entre a trave e o travessão, e Harry Kane, esperto no rebote, abriu sua contagem na temporada. Dois detalhes importantes: ele quase errou o chute e estava impedido na hora do chute do dinamarquês.

Pellegrini já havia tirado Touré para colocar Jesus Navas, e depois do terceiro gol, foi ainda mais para cima com Nasri no lugar de Fernandinho. A defesa dos visitantes ficou aberta, e o Tottenham soube aproveitar. Um lançamento para o campo de ataque terminou aos pés de Lamela, que teve calma para dominar, limpar a marcação, o goleiro Caballero e completar a goleada.

O Manchester City tem motivos para reclamar da arbitragem, mas não da derrota, porque cometeu falhas defensivas cruciais e não mostrou muito poder de reação depois que o Tottenham foi marcando os seus gols. Não conseguiu evitar a segunda vitória seguida na Premier League, e a liderança do campeonato está ameaçada.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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