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Tom Pope, atacante da 4ª divisão que havia cornetado John Stones, foi lá e deixou seu gol contra o City

Um falastrão que cumpre o que diz é dos melhores personagens que o futebol tem. Se o sujeito é então um jogador da quarta divisão, enfrentando um gigante nacional, melhor ainda. O Port Vale pode até ter sido derrotado por 4 a 1 pelo Manchester City neste sábado (4), no resultado mais previsível possível, mas Tom Pope, que ficou famoso ao cornetar o zagueiro dos Cityzens John Stones e depois tirar justamente sua equipe no sorteio, certamente colecionou o seu próprio conto de fadas na Copa da Inglaterra ao balançar as redes do time de Pep Guardiola.

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O triunfo por 4 a 1, convenhamos, não é mais do que a obrigação para o Manchester City. Exceto pelo gol de Taylor Harwood-Bellis, zagueiro de 17 anos que se tornou o mais jovem a marcar pela equipe desde Micah Richards em fevereiro de 2006, todo o resto seguiu como de costume. Zinchenko, Agüero e Phil Foden marcaram os outros gols da equipe de Guardiola. A grande história, no entanto, veio do outro lado.

O confronto deste sábado tinha tudo para não ter nada de especial, exceto pelo fato de que Tom Pope, atacante do modesto Port Vale, ganhou as manchetes após o sorteio que colocou sua equipe frente ao Manchester City. Isso porque Pope, meses antes, havia criticado ironicamente o zagueiro John Stones durante uma partida da seleção inglesa, escrevendo no Twitter que, contra ele toda semana, marcaria 40 gols na temporada.

“Acabei de ver os melhores momentos do jogo da Inglaterra. Sei que sou um jogador da League Two, sei que ele joga pela Inglaterra, sei que o salário dele é de £ 150 mil por semana, sei que ele é um jogador um milhão de vezes melhor do que eu. Mas eu adoraria jogar contra o John Stones toda semana. Eu faria 40 gols por temporada”, dizia a mensagem de junho.

Pope, obviamente, não terá a oportunidade de cumprir isso ao pé da letra, mas, na oportunidade que teve, enquanto os holofotes estavam sobre si, teve sucesso individualmente e marcou, de cabeça, o único gol do Port Vale no Etihad, empatando momentaneamente a partida aos 35 do primeiro tempo. Justiça seja feita a Stones, não era ele quem marcava Pope no lance, mas, sim, o garoto Harwood-Bellis.

Em entrevista após o jogo, mais humilde do que falastrão, Pope afirmou que teria ficado feliz só com alguns toques na bola contra um time contra o City. “Nunca sonhei que eu marcaria”, admitiu. Porém, a emoção do gol para ele foi efêmera.

“Foi bom durante uns cinco minutos, até que eles marcaram o segundo. É sempre bom (fazer gols), e quando é o do empate, você acredita por um instante (que é possível vencer). Mas aí eles foram lá e arrebentaram com a gente”, brincou.

Os 40 gols por temporada ao enfrentar John Stones seguirão apenas no campo da hipótese, mas Pope pode se orgulhar da excelente média de um gol por jogo em seus confrontos com o zagueiro da seleção inglesa. Sim, a amostra é minúscula, mas deixemos isso de lado.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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