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Swansea afunda o Leicester para dar sequência a sua notável reação na Premier League

O último jogo da rodada de domingo na Premier League voltava os seus holofotes ao Leicester. O atual campeão inglês vive um momento sofrível no campeonato e beira a zona de rebaixamento. Outra vez decepcionou, acumulando sua quinta derrota consecutiva na liga e ficando uma posição acima do Z-3. Mas, se por um lado, o placar marca a frustração, por outro aponta também a ascensão. O Swansea finalmente decola na competição. Depois de passarem meses na rabeira da tabela, os galeses se recuperam de maneira contundente. Com os 2 a 0 sobre as Raposas no Estádio Liberty, chegaram ao quarto triunfo em seis rodadas desde o início do ano.

Apesar de certa pressão do Leicester no início do jogo, o Swansea já vinha forçando Kasper Schmeichel a trabalhar e construiu o resultado antes do intervalo. Aos 36 minutos, Alfie Mawson acertou um chutaço para abrir o placar. E ficou pior às Raposas nos acréscimos, quando Martin Olsson aproveitou o passe excepcional de Gylfi Sigurdsson. O time de Claudio Ranieri demorou a reagir. Levou perigo principalmente com Islam Slimani, que saiu do banco. Nada que vencesse o goleiro Lukasz Fabianski. Ao final, “seis pontos” conquistados contra um adversário direto.

O principal responsável pela reação do Swansea se chama Paul Clement. O inglês se consagrou como braço direito de Carlo Ancelotti, trabalhando como assistente do italiano no Chelsea, no Paris Saint-Germain e no Real Madrid. Também acompanhou o parceiro profissional no Bayern de Munique, até receber o convite dos galeses. Ganhou uma segunda chance como treinador principal, após não agradar no Derby County. E seu impacto no Estádio Liberty é inegável. Os Swans já haviam sido comandados por outros dois técnicos na atual temporada: Francisco Guidolin, que fugiu da ameaça de queda em 2015/16, mas começou mal o campeonato; e Bob Bradley, totalmente desencontrado em sua primeira passagem por uma grande liga, conquistando apenas duas vitórias em 11 partidas.

Apesar da eliminação na Copa da Inglaterra, o desempenho do Swansea sob as ordens de Paul Clement na Premier League é muito bom. Foi goleado pelo Arsenal em seu primeiro jogo pela competição, mas emendou a sequência derrotando o Liverpool em Anfield e batendo também o Southampton em Gales. Depois, vendeu caro o resultado contra o Manchester City, superado apenas pelo gol salvador de Gabriel Jesus nos acréscimos. Até a partida segura contra o Leicester neste domingo. Os galeses saltaram da lanterna para o 15° lugar a partir de então. Pela primeira vez desde outubro, deixaram a zona de rebaixamento, e já abrem quatro pontos de vantagem. Não à toa, Clement recebeu o prêmio de melhor treinador da liga em janeiro.

Olhando no papel, o Swansea possui um elenco razoável para se manter na Premier League. Agora, com o coletivo se acertando, o individual consegue se destacar mais. Na atual arrancada, Gylfi Sigurdsson permanece como grande protagonista dos galeses, carregando o time em vários momentos. Fernando Llorente participou de maneira decisiva contra o Liverpool, embora esteja abaixo do esperado. Já na defesa, Fabianski oferece muita segurança, enquanto Mawson ganha notabilidade. E o mercado de inverno foi produtivo aos Swans, com as chegadas de Martin Olsson, Tom Carroll, Luciano Narsingh e Jordan Ayew.

Na próxima rodada, o Swansea terá parada dificílima, visitando o Chelsea em Londres. Mas depois vê pela frente uma sequência para ganhar ainda mais fôlego: pega quatro adversários abaixo do 12° lugar, em confrontos diretos que podem ampliar a escalada. Considerando o retrospecto nos últimos quatro jogos, nenhum outro time conquistou mais pontos que os galeses. O que prometia ser uma reta final claudicante contra o rebaixamento começa se transformar.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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