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Sterling, Coutinho e gols contra salvaram má atuação do Liverpool

O Liverpool continua longe de apresentar o futebol que encantou na temporada passada. Neste domingo, Mario Balotelli voltou ao time, mas era melhor não ter voltado. O italiano foi mal, perdeu chances claras e o time sentiu falta de uma atuação melhor também de todo o seu setor ofensivo. Mesmo assim, venceu por 3 a 2, em um jogo que estava 1 a 0 para o time vermelho até os 42 minutos do segundo tempo. Depois, foi uma loucura completa e não dá para dizer que não tenha nada a ver com sorte.

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O primeiro tempo da partida teve o time da casa, QPR, melhor no jogo. Bobby Zamora foi muito bem e criou boas jogadas pelo lado direito, Charlie Austin teve chances e perdeu e Leroy Fer levou perigo com duas boals no travessão. O Liverpool teve sorte de não sair perdendo. No segundo tempo, porém, o Liverpool tentou melhorar, atacou pelo lado direito e foi assim que conseguiu um gol, em um cruzamento de Sterling que Richard Dunne tocou para as próprias redes. Eram 22 minutos da segunda etapa.

O Liverpool teve mais chances, como o que caiu nos pés de Balotelli. O italiano mandou fora, em uma finalização ruim. O futebol era fraco e a vitória do Liverpool, até ali, parecia mais fruto da sorte do que por um domínio do jogo. E aí veio o período maluco do jogo. Aos 42 minutos, Eduardo Vargas criou a jogada pelo lado direito e completou para o gol depois de um toque de cabeça. Bom, parecia o placar final e que o Liverpool teria que voltar para casa com um ponto. Não foi o que aconteceu.

Aos 45 minutos, Coutinho recebeu pela esquerda em contra-ataque, puxou para o meio e finalizou bonito no canto, marcando um bonito gol. Agora sim o jogo parecia definido: 2 a 1 para o Liverpool. certo? Errado. De novo nos acréscimos, aos 47, Eduardo Vargas completou de cabeça em escanteio e empatou novamente o jogo. Mais uma vez, os pontos pareciam escorrer por entre os dedos do Liverpool.

Isso até os 49 minutos do segundo tempo, em mais um contra-ataque. Sterling arrancou livre, tocou para o meio e Caulker, que vinha correndo para trás, tocou sem querer para o próprio gol. Mais um gol contra. Desta vez, definindo o jogo em 3 a 2 para os Reds.

A vitória veio, mas não há muito além disso a comemorar. O Liverpool teve muita dificuldade em criar jogadas e ainda viu a sua defesa errar em posicionamento. No ataque, Balotelli continua muito longe de convencer. Na verdade, suas estatísticas não são muito favoráveis.

Segundo levantado pelo Squawka, site de estatísticas, nas últimas 20 partidas do atacante pela Premier League, foram 39 chutes, um gol e nenhuma assistência. O índice de conversão é de 2,6%, muito baixo para um atacante do seu nível.

Considerando só esta temporada, nenhum outro atacante das cinco maiores ligas europeias tem mais chutes a gol sem conseguir balançar as redes. Foram 20 de Balotelli até aqui, mas nenhum gol marcado. São 10 jogos por liga nacional sem marcar um gol sequer. Contra o QPR, foram 7 chutes a gol e nenhum gol marcado. Só um jogo teve um atacante com mais chutes sem marcar: dele mesmo contra o Everton, quando chutou 10 vezes.

Balotelli chegou para substituir Luis Suárez, mas está muito longe disso até aqui. Aliás, ele parece mais atrapalhar do que ajudar o time. O Liverpool da temporada passada não existe ainda. É bom começar a melhorar antes que os resultados ruins voltem.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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