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Sob a regência de Tadic, renovado Southampton faz 8 e continua como a grande sensação na Inglaterra

O período entre temporadas do Southampton deixou os torcedores dos Saints apreensivos sobre o que esperar para 2014/15. Uma série de jogadores deixou o clube, e Ronaldo Koeman, novo treinador, precisaria se desdobrar para remontar a equipe e mantê-la competitiva na Premier League. Um problema cuja solução parecia quase impossível, mas que por enquanto tem saído muito melhor que a encomenda. No massacre por 8 a 0 sobre o Sunderland neste sábado, nenhum jogador representou melhor o sucesso do início de empreitada do Southampton que Dusan Tadic. Contratado para repor a saída de Adam Lallana para o Liverpool, o sérvio está sobrando no Inglesão e já fez a torcida esquecer que o meia da seleção inglesa um dia passou pelo St. Mary’s.

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O baile do Southampton foi facilitado por uma atuação desastrosa da defesa do Sunderland, é verdade. Não bastasse as fragilidades e o espaço dado às investidas dos Saints, os Black Cats ainda contribuíram com dois gols contra para o triunfo dos comandados de Koeman. Ainda assim, ninguém foi mais determinante para o massacre que Tadic. Com muita movimentação e visão de jogo, foi o grande maestro da partida, dando nada mais, nada menos que quatro assistências para seis dos gols marcados por jogadores do Southampton. Ainda marcou um e iniciou a jogada de outro, participando direta ou indiretamente dos seis.

Vista isoladamente, a atuação de Tadic já é fantástica. Mas colocada em perspectiva, mais especificamente em comparação ao que fez seu antecessor na temporada passada, fica ainda mais impressionante. As quatro assistências levaram o sérvio a seis na temporada, em oito jogos, número já maior que o alcançado por Lallana (cinco) em todas as 38 partidas da última Premier League.

Assim como Tadic, Graziano Pellè veio do Holandesão para brilhar no Campeonato Inglês. O italiano, que repõe a saída de Rickie Lambert, também para o Liverpool, já fez seis gols na competição. A dupla, em especial, evidencia o bom trabalho de reconstrução de um Southampton desmontado pela saída de jogadores-chave. A chegada de Ronald Koeman para o comando técnico foi essencial para isso. Vindo do Feyenoord, o treinador fez as apostas certas para seu novo trabalho. Sem falar que tem contribuído para mostrar que a Eredivisie deve ser levada mais a sério. Tratada como uma competição fraca tecnicamente, tem agora três de suas figuras na temporada passada brilharem no início do Inglês.

Terceiro colocado, atrás apenas de Chelsea e City, o Southampton colhe os frutos do início fantástico. Koeman e Pellè, respectivamente, levaram os troféus de melhor treinador e melhor jogador do mês de setembro na competição, justificados com sobra neste sábado. Será difícil estender esse momento por muito tempo, levando em conta a discrepância financeira e de profundidade de elenco entre os Saints e alguns dos gigantes do país. Mas, quando a queda natural chegar, não será exatamente um demérito.

O trabalho é ótimo, sustentável financeiramente e receberá os devidos créditos, mesmo que não seja acompanhado de uma vaga em Champions League ao fim da campanha, por exemplo. O que já foi feito e, principalmente, essa goleada impressionante sobre o Sunderland não serão apagadas.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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