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Se Balotelli decepciona, Borini é quem salva a pátria e refaz o seu nome no Liverpool

Fábio Borini nunca repetiu em Liverpool as boas atuações que teve nos tempos de Roma. Os € 13,3 milhões pagos pelos Reds pareciam jogados pelo ralo, por mais que o atacante tenha feito sucesso em seu empréstimo ao Sunderland. Tanto que muita gente o queria pelas costas. Apesar disso, o italiano bateu o pé para ficar em Anfield nesta temporada. Queria justificar o seu valor. E é isso que começa a fazer, ao finalmente ganhar uma sequência com Brendan Rodgers. Neste sábado, Borini abriu a vitória por 2 a 0 sobre o Aston Villa, marcando o seu primeiro gol com a camisa vermelha desde abril de 2013.

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Tudo bem que a chance de Borini veio mais por casualidade do que por qualquer outro motivo. Titular absoluto da posição, Daniel Sturridge está machucado. Mario Balotelli, por sua vez, conseguiu ser uma decepção ainda maior que o compatriota, sobretudo pelas expectativas que gerou. E Rickie Lambert não é exatamente o centroavante que se encaixe com o estilo de jogo padrão do Liverpool, de muita velocidade. Assim, Borini se tornou a referência no ataque nas duas últimas partidas, e se saiu muito bem.

Ainda que não seja um finalizador nato, o italiano se combina com a movimentação da linha de frente dos Reds. É um jogador que corre muito e ajuda a abrir espaço para os companheiros tão velozes quanto ele, como Raheem Sterling e Philippe Coutinho. E, com tanta intensidade, a equipe de Brendan Rodgers voltou a retomar os prumos para brigar, quem sabe, por uma vaga na Liga dos Campeões. O triunfo sobre o Aston Villa deixa o time a quatro do Southampton, na quarta colocação, mas com o jogo desta rodada ainda por fazer.

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Aparecendo com mais frequência no time desde novembro, Borini não se saiu tão bem assim quando foi escalado na ponta, a sua posição tradicional. Porém, rendeu bem centralizado. Contra o Sunderland no último final de semana, se empenhou bastante e precisou apenas de um pouco mais de qualidade na finalização para deixar o seu gol. Desta vez, ao menos, o prêmio veio em um lance de oportunismo. Permaneceu em campo até os 26 do segundo tempo, substituído por Rickie Lambert, que também deixou o seu em bela finalização.

Diante do que o Liverpool produziu na última temporada, o quadro atual está longe do sonhado pelos torcedores vermelhos. De qualquer forma, ainda dá para sonhar com voos mais altos do que a sétima posição da Premier League. E, enquanto Brendan Rodgers não pode contar com o time ideal, Borini vai cumprindo o seu papel. Para fazer jus a sua insistência meses atrás e jogar ainda mais no limbo Balotelli, com os dias contados em Anfield.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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