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Parecia Brasil x Alemanha, mas era só o Chelsea sapecando o Swansea

Oscar e Willian tiveram uma sensação diferente neste sábado. Viram o seu time, o Chelsea, dominar o jogo com o Swansea e marcar quatro gols em um só tempo. E não foram cinco ou seis porque o Chelsea não forçou tanto assim. A sensação que dava era de uma goleada histórica. Pane? Apagão? Bom, desta vez, os brasileiros estavam do lado vencedor. Com um futebol de muita intensidade no início do jogo e jogando bonito, o Chelsea fez 5 a 0 no Swansea jogando fora de casa, no estádio Liberty, em Gales. Um massacre que tem algumas semelhanças com aquele certo jogo que aconteceu na semifinal da Copa.

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O Chelsea, avassalador, controlou o jogo como quis. Foi dominante na posse de bola, nos passes, nos chutes a gol. Conseguiu o gol no primeiro lance do jogo, em um chute de fora da área de Oscar, depois de bobeira do meio-campo do Swansea na saída de bola. Depois, o time galês não conseguia lidar com Fàbregas, Willian, Oscar e Diego Costa. Os gols saíram com tal naturalidade que era de se imaginar que sairiam muitos mais.

Assim como no 7 a 1 histórico no Mineirão, o duelo de meio-campo não era nem um duelo. O Chelsea passava como queria por Carroll e Fulton, como se os dois meio-campistas nem estivessem por ali (e em muitos lances, não estavam mesmo). Os meias ofensivos do Chelsea desfilavam por ali como queriam. Oscar, especialmente, teve muita liberdade e pôde trabalhar com calma, como raramente acontece. Fàbregas também caminhava com a bola pelo meio-campo.

Se na Copa Oscar ficou devendo, nesta temporada na Premier League o camisa 8 está jogando muito bem. Em 18 jogos até aqui, foram seis gols e sete assistências. Oscar é um dos maiores trabalhadores do Chelsea, atuando no meio-campo sempre com muita intensidade, fazendo desarmes, passes e, como o jogo contra o Swansea mostrou, gols. Deve ser inclusive motivo de análise do técnico da seleção e do próprio Oscar para que ele possa render tão bem com a camisa amarela quanto rende sob o comando de Mourinho.

O futebol que o Chelsea apresentou, ofensivo e envolvente, não deu muita chance ao Swansea de reagir. Mesmo no segundo tempo, quando o Chelsea diminuiu o ritmo consideravelmente para administrar o jogo, era o time de Mourinho que dominava as ações. Se em alguns jogos no período entre Natal e Ano Novo o Chelsea não conseguiu um grande futebol, neste sábado fez mais do que vencer. Jogou para fazer uma goleada histórica, mas fez 5 a 0 porque resolveu administrar o jogo. O time de Mourinho lidera e mostra que o time é o grande favorito para o título inglês, talvez só mesmo acompanhado pelo Manchester City.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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