Por que André decidiu ficar nos Wolves após rebaixamento mesmo com interesse de gigantes
Mesmo com cláusula de corte no salário, brasileiro foi valorizado e decidiu ficar para a Championship
André trocou o Fluminense pelo Wolverhampton em agosto de 2024, no fim da janela de transferências antes do início da temporada 2024/25. Chegou como destaque do time que havia sido campeão da Libertadores e passou a ter seu nome aparecendo nas convocações da seleção brasileira. Dois anos depois, esperava-se que o volante tivesse saído do clube.
Depois de uma campanha historicamente negativa, o Wolves acabou na lanterna da Premier League e foi rebaixado para disputar a Championship em 2026/27. E, segundo apurado pela Trivela, não há cenário que tire o volante do clube nesta temporada — mesmo com interesse europeu em alta.
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O que faz André ficar no Wolverhampton depois do rebaixamento?
Contratado por 22 milhões de euros em 2024, André se tornou peça importante dos Wolves. Formava a dupla de volantes titular do time ao lado de João Gomes, que foi vendido ao Aston Villa por 38 milhões de libras.
A reportagem teve acesso aos bastidores do planejamento do Wolverhampton para a temporada, que incluía o futuro tanto de André quanto de João Gomes. O clube não estava aberto a negociar o ex-jogador do Fluminense em nenhuma hipótese, mas entendia que seria praticamente impossível segurar João.
O projeto do clube para voltar à Premier League na próxima temporada passa, sim, por vender jogadores e fazer caixa — e teriam no ex-Flamengo sua principal fonte de lucro. Ainda assim, o Wolves não quis se desfazer de André por considerá-lo crucial para a campanha da Championship.
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A renovação de contrato do volante veio nessa linha de pensamento. Aos 25 anos, André estendeu seu contrato no fim de maio com o Wolverhampton, fazendo-o valer até 2030. Essa renovação, além da posição irredutível do clube de mantê-lo, foi o que o fez ficar.
Segundo apurou a Trivela, André recebeu uma proposta “muito interessante” para ficar no clube — inclusive, com um salário maior em relação ao que já recebia anteriormente. O movimento de aumentar o salário de algum jogador logo após o rebaixamento também é curioso.
Os contratos dos jogadores na Inglaterra têm cláusulas de redução salarial em caso de rebaixamento que cortam os valores praticamente na metade. No entanto, o Wolverhampton entendeu que precisaria valorizar André para justificar a decisão de não vendê-lo.
Por isso, com essa renovação, além de permitir que o salário do volante não caísse, conseguiram aumentar a quantia que ele recebia. Segundo ouviu a reportagem, o clube fez isso também com outros jogadores que considerava indispensáveis.
Na Premier League, os clubes rebaixados mantêm o orçamento durante a primeira temporada na Championship para tentar subir de volta à elite, e o Wolves usou desse artifício para segurar o brasileiro.
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André acumulou interesse de gigantes europeus nos últimos tempos
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O brasileiro se sentiu valorizado com a renovação, mas, mais do que isso, o próprio jogador gosta muito do clube e decidiu que seria interessante ficar. Mas nem por isso deixou de ter grandes clubes interessados no seu futebol.
Conforme apurado pela Trivela, a Juventus abriu conversas por André no ano passado, pensando na janela de transferências de janeiro. Além disso, outro clube da Premier League, não revelado, também teve contato com o jogador.
O Liverpool era outro interessado de longa data e, antes mesmo de fechar com o Wolverhampton, André foi fortemente ligado aos Reds. A reportagem ouviu que o Liverpool, inclusive, já chegou a fazer uma proposta oficial de 30 milhões de euros pelo brasileiro.
Como o Wolverhampton se mostrou irredutível na sua decisão sobre vender o brasileiro nesta janela, a decisão do entorno de André foi alinhada com o clube. Por conta disso, depois da renovação, antes da janela abrir, as conversas com quaisquer interessados foram cessadas.
Em 2026/27, André deve ser um dos pilares do Wolves na Championship e, como possível destaque, pode voltar à Premier League ainda mais valorizado. O plano, então, é esse: a consolidação na segunda divisão e, depois, uma venda que seja positiva para ambas as partes.