Técnico do Liverpool analisa motivos para explicar fase ruim de Salah
Ídolo dos Reds enfrenta momento de desconfiança e chegou até figurar no banco de reservas em meio à seca ofensiva
Mesmo com tantos reforços de peso, o Liverpool vive um início de temporada inconstante. Além dos problemas coletivos da equipe de Arne Slot, quem tem deixado a desejar nos últimos jogos é Mohamed Salah, que não marca ou dá assistência pelos Reds desde o dia 20 de setembro.
O baixo aproveitamento ofensivo tem levantado dúvidas sobre a titularidade do atacante egípcio, tanto que ele começou no banco de reservas na goleada por 5 a 1 sobre o Eintracht Frankfurt na última quarta-feira (22), na Alemanha, pela 3ª rodada da Champions League.
Em coletiva nesta sexta-feira (24), o treinador holandês foi questionado sobre os motivos da queda de rendimento de Salah em 2025/26. Slot não deu uma razão definitiva para a oscilação do camisa 11 do Liverpool, porém, apontou fatores que podem estar atrapalhando o ídolo dos Reds.
— O Mo também é um ser humano, então não estamos acostumados a vê-lo desperdiçando chances, muito menos em alguns jogos seguidos, mas essas coisas podem acontecer.
— O que pode ter a ver com isso? Não tenho ideia se tem, mas posso imaginar que talvez seja mais fácil finalizar uma chance se você estiver ganhando por 3 a 1 do que se estiver perdendo por 1 a 0. Mas talvez isso não seja verdade para ele — ponderou.
Novo contexto do Liverpool interfere no futebol de Salah
Desde 2017 em Anfield, Mohamed Salah enfrenta seu pior momento com a camisa do Liverpool. E o que ajuda a explicar esse período de desconfiança sobre o atacante de 33 anos é o novo contexto dos Reds — que ainda não se encontrou na temporada.
A principal mudança que impactou o egípcio foi a saída de Trent Alexander-Arnold. Com o lateral, Salah construiu uma ligação de qualidade pelo lado direito. O inglês foi para o Real Madrid ainda no Mundial de Clubes, mas o Liverpool ainda não encontrou uma solução.

De lá para cá, os Reds já jogaram com Jeremie Frimpong, Conor Bradley e Dominik Szoboszlai. Nenhum deles encaixou uma boa sequência na lateral direita, tornando o setor uma das fraquezas do Liverpool, tanto na defesa, quanto no ataque.
Aliás, o sistema ofensivo do técnico de 47 anos também não está 100% encaixado. Com o camisa 11 numa linha de três atacantes, os Reds tiveram dificuldades de criar jogadas e converter suas finalizações. A falta de pontaria de Salah também cobrou seu preço.
O treinador então abandonou o tradicional 4-2-3-1 e apostou num 4-4-2, sem o atacante egípcio. Hugo Ekitiké foi o grande beneficiado pelo novo esquema, enquanto o Liverpool apresentou uma melhora sem Mohamed Salah.
— A última coisa com que me preocupo é que Mo comece a marcar gols novamente, porque é isso que ele fez a vida toda e é isso que espero que ele faça nas próximas semanas e meses pelo nosso clube — finalizou Arne Slot.



