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Rooney reencontra a rede e o protagonismo para dar vitória ao Manchester United

Há algum tempo a cena que abre esta matéria não acontecia. O peso sobre os ombros de Wayne Rooney era enorme, e um salto desses, como quem voa leve, não parecia possível. Mas é justamente isso que dois gols e o protagonismo em uma vitória são capazes de fazer. Neste sábado, o camisa 10 decidiu o triunfo por 2 a 0 do Manchester United sobre o Sunderland, mesmo sem fazer uma grande partida o tempo todo. Idealmente, sua influência sobre o jogo do time seria maior e constante, mas é principalmente este poder de decisão que se cobra do jogador dono da faixa de capitão e do maior salário do elenco.

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O primeiro dos gols, de pênalti, que abriu o placar aos 21 minutos do segundo tempo, encerrou uma sequência de oito jogos sem balançar as redes na Premier League. O recuo ao meio de campo promovido por Louis van Gaal neste período abafou o espírito de goleador do jogador. A estagnação do time nas últimas semanas, no entanto, parece ter feito o holandês mudar um pouco de ideia, escalando neste sábado, por exemplo, Blind e Ander Herrera na posição e aproximando o camisa 10 de Falcao e do gol adversário. Foi essa proximidade do gol que permitiu a Rooney pegar o rebote dado por Pantilimon e fazer, de cabeça, o gol que matou o jogo, aos 39 minutos da etapa complementar.

Rooney é o primeiro jogador a chegar a dez gols ou mais em 11 temporadas seguidas da Premier League

Embora a queda de rendimento do inglês possa ser atribuída ao fato de que Van Gaal vinha insistindo em escalá-lo fora de posição, a braçadeira de capitão e o salário de 300 mil libras semanais não eximiam Rooney de sua parcela de culpa. A omissão em algumas partidas recentes era um problema, maior quando se trata de alguém com o status do atacante, e o jogador precisava de uma partida como esta, em que seu poder de decisão pesasse a favor do United, mesmo sem uma atuação brilhante.

O United parece tão longe de um padrão de jogo de efetividade ofensiva que mesmo esse resultado positivo não permite uma projeção de melhora nas próximas semanas. E os dois gols de Rooney foram circunstanciais, então também não dá para afirmar que a partir de agora retomará sua melhor forma. Entretanto, agora mais leve, o capitão terá um obstáculo a menos para se reencontrar. E o Manchester United pode se beneficiar disso.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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