Richarlison marca, Tottenham compra discurso de seu técnico e vê permanência como realidade
Spurs vencem um Aston Villa 'desfocado' e deixam a zona da degola restando três rodadas para o fim da Premier League
O Tottenham parece, enfim, ter mudado de postura enquanto briga contra o rebaixamento na Premier League. Mais uma prova disso foi dada pela equipe londrina neste domingo (03, na vitória diante do Aston Villa por 2 a 1, fora de casa. Conor Gallagher e Richarlison marcaram os tentos dos Spurs. Emiliano Buendía descontou para os mandantes já no apagar das luzes.
O resultado dá um respiro ao clube, que precisava da vitória para deixar a zona da degola. Com os três pontos, o Tottenham chega aos 37 pontos, na 17ª posição, uma acima do West Ham, primeiro time sendo rebaixado no momento. Vale lembrar que faltam apenas três rodadas para o fim da competição.
Vitória do Tottenham conta com ‘cenário perfeito’
A vitória dos Spurs teve um ‘cenário perfeito’, que contribuiu diretamente para a vitória. O clube comandado por De Zerbi entrou com força máxima, enquanto os adversários do Aston Villa tinham uma equipe alternativa.
Com a semifinal da Liga Europa na quinta-feira (7), Unai Emery optou por usar um elenco reserva diante do Tottenham nesta rodada da Premier League. Vale lembrar que os Villans estão confortáveis na quinta posição do Campeonato Inglês, com 58 pontos, garantindo a vaga na Champions League na temporada 2026/27.
Até por isso, as equipes começaram em diferentes rotações. Desesperados, os Spurs foram para a cima e abriram o placar já aos 12′. Após cobrança de lateral na área, Gallagher dominou a bola de fora da área e chutou para abrir o marcador.
O Tottenham seguiu sendo muito superior no duelo, chegando a ter 82% de posse de bola contra 18% dos adversários, que não demonstravam a consistência de sempre.
Aos 25 minutos, Richarlison apareceu para marcar o que acabaria sendo um gol crucial. O Pombo subiu mais que a defesa logo após a bola ser levantada na área por Mathys Tel e mandou de cabeça para o fundo do gol.
Com a vantagem bem estabelecida no placar, os londrinos administraram o jogo. Claramente com o foco na Europa Liga, o Aston Villa não ameaçou a meta do Tottenham. Apenas no fim, numa bola levantada os mandantes tiveram algo para comemorar. Ainda assim, nem o gol marcado por Buendía no apagar das luzes diminui a empolgação dos Spurs, que agora seguem respiram aliviados fora do Z-3.
O cenário do Tottenham tem tudo para seguir positivo, uma vez que a sequência da tabela da Premier League é grata com os Spurs. Na próxima rodada, o time da capital enfrenta o Leeds, que já não corre risco de rebaixamento. Depois, a equipe de De Zerbi encara o clássico diante de um Chelsea, que estará de “ressaca” após a final da Copa da Inglaterra disputada contra o Manchester City dias antes.
O Tottenham fecha a sua participação na Premier League diante de um Everton, que ainda sonha com uma vaga continental, mas pode estar sem outras aspirações na rodada final.
Já o West Ham, adversário direto do Tottenham na luta contra o rebaixamento, tem cenário delicado. Perdeu para Brentford, por 3 a 0, no sábado (2), e agora recebe o Arsenal, que venceu nessa rodada e vem embalado na briga pelo título da Premier League. Depois, os Hammers medem forças com Newcastle e Leeds nas partidas seguintes. Ambos já salvos e sem grandes apirações no torneio.
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Discurso de De Zerbi muda Tottenham
Logo após ser contratado, De Zerbi deixou claro o que precisaria ser mudado no Tottenham. O treinador assumiu uma equipe em situação bastante delicada e afirmou que o mental deveria ser a primeira coisa a ser trabalhada para conseguir sair da situação incômoda.
Após a derrota para o Sunderland no dia 12 de abril, o treinador foi claro que o psicológico do elenco estava abalado, e que isso precisaria mudar. Na última rodada, os Spurs venceram o Wolves por 1 a 0, e colocaram fim em uma longa sequência de partidas sem vitória — 15 duelos no total. O triunfo foi fundamental para dar o gás que a equipe precisava nesta reta final de competição.
— Podemos jogar muito melhor. Mas, com cinco ou seis treinos, é difícil ajustar tudo. O problema não é tático, é mental. Precisamos, juntos, manter o foco para vencer um jogo — avaliou o técnico à “Sky Sports” na época.
— Meu trabalho agora não é treinar um estilo, com ou sem a bola, mas tentar dar aos jogadores o que eles precisam em termos de mentalidade. Meu estilo é confiar na confiança dos jogadores. Durante a semana, eles jogam melhor porque estão com a cabeça limpa, mas no jogo é diferente. Meu trabalho precisa ser fazer com que eles mostrem em campo o que fazem nos treinos — reforçou à “BBC”.