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Team GB em 2016? Jogadora pede que time jogue no Rio

A atacante inglesa Kelly Smith lamentou que o time do Reino Unido não jogue a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. A equipe, chamada de Team GB, foi criada para a disputa dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, porque era obrigada como país-sede.

A Football Association, entidade que organiza o futebol inglês e foi responsável pela organização do time do Reino Unido, afirma que é improvável que o time possa ser repetido em 2016 porque a classificação será via Copa do Mundo de 2015, competição na qual as nações jogam separadamente.

“É uma pena porque você vê o quanto de exposição nós tivemos nessas Olimpíadas”, declarou Smith à BBC. “Eu estou orando para que em 2016, no Brasil, tenhamos um time de mulheres”, declarou.

O problema da classificação para as Olimpíadas

A FA já disse que o Reino Unido não mandará um time masculino para a Olimpíada de 2016 porque precisaria se classificar em um campeonato sub-21. Na Europa, os melhores times do Europeu sub-21 vão aos Jogos Olímpicos. Como na competição europeia os países competem separadamente, há um problema para que o time se classifique.

No caso das mulheres, o Reino Unido teria que se classificar entre as três melhores seleções na Copa do Mundo de 2015. Ambos já estavam classificados diretamente para os jogos de Londres como times do país-sede.

Para que o Reino Unido possa competir, teria que jogar as eliminatórias para a Copa do Mundo unificados, o que terminaria com as chances da Escócia, Gales e Irlanda do Norte de competirem individualmente na Copa do Mundo, criando um problema político.

A discussão surge depois que o time do Reino Unido conseguiu impressionar e ter boas atuações, mostrando que poderia ter ido mais longe. O recorde de pública para futebol feminino foi batido no país na vitória das donas da casa contra o Brasil, em Wembley, com 70.584 pessoas assistindo à partida.

Maior artilheira da seleção inglesa feminina, a atacante Kelly Smith defende a participação do time britânico na Olimpíada. “Nós tivemos uma enorme exposição. Foi uma oportunidade única na vida. Jogar com públicos recordes, ver as pessoas virem apoiar o futebol feminino foi fantástico”, disse a jogadora.

“Esperamos poder aproveitar o momento e ver mais grandes públicos no futebol feminino. Eu joguei quatro Eurocopas e duas Copas do Mundo, então adicionar isso à minha carreira é o máximo”, explicou. “Eu joguei nos Estados Unidos por um bom número de anos e as americanas vêem [a experiência Olímpica] como a mais importante, então por que não podemos ter um time do Reino Unido?”, disse ainda Smith.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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