Os movimentos arrojados de Ratcliffe no United continuam, e o próximo passo é contratar diretor do Crystal Palace
Depois de 'roubar' Omar Berrada do Manchester City, Jim Ratcliffe quer Dougie Freedman como chefe de recrutamento do Manchester United
A ‘era Sir Jim Ratcliffe’ no Manchester United começou a todo vapor. Depois de ‘roubar’ o CEO Omar Berrada do rival Manchester City, os Red Devils miram outro movimento arrojado no mercado – não de transferências – mas sim de executivos. O clube estuda fazer uma abordagem oficial ao diretor esportivo do Crystal Palace, Dougie Freedman. Segundo o “The Guardian”, a ideia é torná-lo o novo chefe de recrutamento da equipe.
Freedman, que teve uma passagem de sucesso como técnico do Palace antes de retornar ao clube londrino como diretor esportivo em 2017, é considerado o candidato ideal para trabalhar dentro da estrutura criada por Sir Jim Ratcliffe no Manchester United. O ex-atacante, atualmente com 49 anos de idade, recebeu elogios nos bastidores dos Red Devils por sua capacidade de identificar talentos emergentes no mercado nacional. Vale destacar que ele foi peça fundamental para as contratações de Marc Guéhi, Eberechi Eze e Michael Olise, três dos principais destaques do Palace.
Ainda de acordo com o “The Guardian”, Dougie Freedman está disposto a respirar novos ares e dar um upgrade na carreira de executivo. Entretanto, apesar de gostar da ideia de se juntar ao Manchester United, a forte ligação com o Crystal Palace e com o presidente Steve Parish são fatores que também podem pesar no momento da decisão de Freedman. Caso realmente perca seu diretor-executivo, o clube londrino cogita exigir uma compensação financeira aos Red Devils.
O United quer agir rápido e pensa em anunciar seu novo chefe de recrutamento nos próximos dias, já que o presidente executivo, Omar Berrada, e o possível diretor técnico, Dan Ashworth, estão de licença. O clube de Manchester negou o interesse em Freedman, porém a verdade é que uma abordagem oficial junto ao Crystal Palace é esperada em breve.
Saída de Freedman seria duro golpe para o Palace e Parish
Recentemente, o Crystal Palace trocou de técnico. O experiente Roy Hodgson não suportou a pressão por conta dos maus resultados e acabou desligado do time. Oliver Glasner foi o escolhido e assumiu o comando da equipe. Dougie Freedman esteve fortemente envolvido na contratação do treinador austríaco. Afinal, ele é peça central dos bastidores do clube londrino e braço direito de Steve Parish. O presidente confia cegamente no trabalho do diretor e não quer perdê-lo para o Manchester United. Em novembro, ele negou ‘boatos’ de que os Red Devils teriam o contatado com intuito de levar Freedman. Na época, o mandatário afirmou: “o fato dele estar ligado a clubes como esse mostra que ele está fazendo a coisa certa”.
Dougie Freedman teve duas passagens de sucesso como jogador no Crystal Palace. O atacante escocês marcou o gol no último minuto que impediu o clube de ser rebaixado para a terceira divisão em 2001 e, desde então, conquistou o carinho e admiração dos torcedores. Em 2011, assumiu o cargo de técnico interino para salvar novamente o time do rebaixamento.
No ano seguinte, em 2012, de forma controversa, Freedman optou por trocar o Palace pelo Bolton Wanderers, com a equipe londrina ainda na disputa pela promoção à Premier League. Decisão essa, que ele se arrepende profundamente até hoje.
– Eu sabia que tomei a decisão errada muito rapidamente na minha carreira no Bolton, mas foi uma decisão que tomei e, infelizmente, foi a decisão errada. Olhando para trás, é claro que eu não teria ido, teria ficado aqui e teríamos sido promovidos (juntos) e é provavelmente uma das coisas que me motiva agora. Para compensar a decisão decepcionante que tomei -, disse Freedman em entrevista recente.



