Inglaterra

Preparador de goleiros do Liverpool: “Alisson faz as coisas parecerem naturais e fáceis, mas não são”

Alisson deixou o Brasil em 2016 já como um jogador de seleção brasileira. Formado pelo Internacional, se tornou titular do Colorado e passou a ser convocado para a seleção brasileira ainda na gestão do técnico Dunga. Foi para a Roma, onde ficou no banco de reservas por uma temporada. Na segunda, foi destaque e discutivelmente o melhor da Serie A italiana e um dos melhores da Europa. Em seguida, foi contratado pelo Liverpool por um valor recorde: £ 65 milhões. E não decepcionou.

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“Nós sabíamos que estávamos contratando um goleiro realmente muito bom: sua personalidade, o quão calmo ele é, nos ajuda muito. Suas técnicas de goleiro melhoram e melhoram”, afirmou Klopp sobre o jogador. Alisson acabou valendo cada centavo pago por ele: o jogador se tornou essencial na campanha do time que brigou cabeça a cabeça contra o Manchester City pelo título da Premier League, além de ter conquistado o maior título do continente, a Champions League. Foi eleito o melhor goleiro no prêmio da Fifa na primeira edição do prêmio Lev Yachin.

Quem trabalha mais diretamente com ele, no trabalho específico de goleiro, o preparador John Achterberg, foi bastante elogioso com o atual camisa 1 do Liverpool. Ele deu o exemplo do jogo contra o Red Bull Salzburg, na última rodada da fase de grupos da Champions League.

“Nesta situação, ele fechou o ângulo, fez o primeiro bloqueio e reage rapidamente para atacar a segunda bola. Quando cai, ele está com sua abordagem positiva. Ele ataca a bola em vez de esperar por ela, então ele pode tentar empurrá-la para longe do gol. Novamente, ele é calmo na sua mente e reage rápido”, contou um dos auxiliares do Liverpool.

“Algumas reações de um goleiro são instintivas, é claro. Pode ser uma decisão de uma fração de segundo, mas o principal é sua mente sempre estar em modo de ataque, nunca se distrai decidindo se ele pode chegar à bola antes de todo mundo, por exemplo. Se é 50/50 ou 60/40, eu sou rápido o suficiente para chegar lá e ganhar a bola? Essa é a mentalidade, mas também uma qualidade que ele tem também, porque ele tem a velocidade e reage a isso. É uma combinação de tudo neste momento”.

Um dos aspectos que chama a atenção em Alisson é a capacidade de sair do gol e servir como um líbero para o time, quando o posicionamento de toda equipe é avançada. “Ele é um goleiro de frente, então está sempre pensando em seguir em frente. Nessa situação, ele precisa tomar as decisões corretas. Nós estamos defendendo alto como time e ele está na linha de passe e lê a bola no espaço. Ele se adapta ao posicionamento de casa e o time e então, na sua mente, ele sabe que ele precisa ser mais rápido que um jogador que está correndo atrás dela. Isso é o que ele tem que decidir, mas ele tem a mentalidade e a velocidade de reação rapidamente para correr para a bola e chegar antes do adversário”, descreveu Achterberg.

“Ele é um goleiro que não tem medo, se ele não fizer alguma coisa, ele continua com a sua decisão. Na sua mente, ele sabe o que fazer e ele não hesita. Isso é um comportamento natural de goleiro, não ter medo, ler o jogo e decidir”, continuou o treinador.

“Se Alisson recebe a bola, ele sempre está procurando o contra-ataque e recomeçar o jogo rapidamente, de forma a manter o nosso odo de jogar. Mo [Salah] e Ali tiveram contato no olhar, eles estavam olhando um para o outro, e Alisson sabe que ele fez o movimento e então teve a qualidade para colocar a bola no seu caminho”, explicou.

“Quando Alisson corta um escanteio ou um cruzamento, a primeira coisa que ele está procurando é se há a possiblidade de um rápido reinício com um arremesso ou um chute. Nessa ocasião, ele praticou algumas vezes no treinamento; um atacante faz a corrida, ele tenta encontrá-lo e então alguma coisa acontece”, descreveu o treinador de goleiros.

“A corrida dele depois do gol foi muito divertida. É algo que é espontânea, você está empolgado, você está ganhando o jogo e suas emoções não podem ser controladas, às vezes”, disse ainda o preparador.

“Um dos seus grandes pontos fortes é ficar calmo em momentos de alta pressão e fazer parecendo algo natural, decisões fáceis, mas elas não são fáceis, porque você sempre precisa de soluções e decisões perfeitas. É a qualidade que ele tem”, elogiou ainda John Achterberg.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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