Premier League

Tuchel sobre a estreia: “Não há espaço para decepção ou dúvidas, fiquei feliz com o desempenho”

A estreia de Thomas Tuchel no comando do Chelsea não foi empolgante, mas o 0 a 0 tão pouco foi tão ruim quanto possa parecer. O time mostrou uma organização diferente do que se via com Frank Lampard. Mais organizado e amplamente dominante, o time teve incríveis 78% de posse de bola, finalizou 14 vezes a gol, mas não criou chances claras para marcar. Emborra tenha dominado territorialmente os Wolves, não conseguiu realmente fazer o goleiro Rui Patrício ter problemas. Ainda assim, o alemão gostou do que viu.

Tuchel foi contratado nesta terça-feira e chegou para substituir o ídolo demitido Frank Lampard. Em termos de escalação, houve pouca mudança, mas algumas bem significativas: Kai Havertz e Callum Hudson-Odoi foram titulares, o que não vinha acontecendo com o treinador anterior. Jorginho também foi titular do time e Timo Werner sequer entrou em campo. Thiago Silva, homem de confiança do treinador no PSG, foi bem em campo, assim como Hakim Ziyech, que também atuou como titular. Defensivamente, o time foi bem, sem sustos, e sem permitir uma finalização sequer no alvo – foram quatro dos Wolves, todas para fora.

“Eu falei com o vestiário e disse que não há espaço para decepção ou dúvidas. Eu fiquei muito feliz com o desempenho em termos de energia, estávamos estruturados e não permitimos nenhum contra-ataque perigoso contra uma das equipes mais perigosas”, avaliou o treinador.

“Nós fomos muito bem organizados, valentes, jogamos com coragem como time tanto ofensivamente quanto defensivamente, tivemos um bom impacto do banco e uma atitude muito boa dos jogadores que não entraram em campo”, continuou o alemão. “Foi trabalho duro, mas nós nunca perdemos intensidade e por isso eu estou feliz. Se esse for o nosso ponto de partida, eu estou ansioso para ver como isso vai acabar”.

O técnico do Wolverhampton, Nuno Espírito Santo, não gostou da ideia que eles seriam coadjuvantes. “Nós não estragamos a festa, não havia festa. Foi um jogo de futebol, não uma festa. Era sobre nós e nós precisávamos ter um bom jogo, nós não podíamos nos distrair pelo que estava acontecendo com o Chelsea”, disse o português.

“Nós tivemos que ficar, nós tivemos um bom plano de jogo e os rapazes foram bem, porque eles foram uma unidade, compacto, muito organizados, e houve algumas coisas que nós poderíamos ter feito melhor”, analisou ainda o treinador dos Wolves. “Ficar sem tomar gols é sempre positivo. É algo que nós estávamos sentindo falta e nós precisávamos. Nós temos que focar novamente em como fazemos as coisas e estamos comprometidos. Os rapazes defenderam muito bem e esse é o ponto de partida para tudo”, continuou.

O Chelsea volta a campo no domingo, novamente no Stamford Bridge, desta vez contra o Burnley. Depois, na quinta-feira, dia 4, o clássico contra o Tottenham, fora de casa. Já o Wolverhampton novamente estará em Londres no sábado para o duelo com o Crystal Palace, antes de jogar novamente, na terça, contra o Arsenal, desta vez em casa, no Estádio Molineaux.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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