A vacina contra a COVID-19 já é uma realidade no Reino Unido, sendo o primeiro país do mundo a oficialmente iniciar o processo tão esperado em todo planeta no dia 8 de dezembro. O técnico Sean Dyche, do Burnley, afirmou que o futebol deveria ter sua vacinação acelerada, respeitando a ordem dos trabalhadores essenciais e os grupos de risco, mas para evitar os problemas que o esporte de alto rendimento tem vivido. A Inglaterra está em um novo lockdown e tivemos quatro jogos adiados desde dezembro. Três deles nas últimas duas semanas.

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“Eu acho que a vacinação é o caminho a seguir no futebol. Eu posso apenas falar da Premier League, porque eu estou na Premier League, mas eu acho que seria bom para o futebol. Eu sei que algumas pessoas ficarão surpresas por esse comentário, mas se você pensar racionalmente, nós todos seremos vacinados. Muitas pessoas queriam o futebol de volta… O dinheiro que gera de impostos, o bem-estar do que os jogadores fazem… Há muitas coisas boas no futebol”, afirmou o técnico Sean Dyche.

“A quantidade de dinheiro sendo gasto em testes na Premier League, se você canalizar isso de volta à NHS e ao sistema de vacinação, sem dúvida será um lugar melhor do que continuar testando um monte de jogadores duas, três, quatro vezes por semana”, continuou o treinador.

“Eu entendo que algumas pessoas que dizem ‘por que os jogadores deveriam ser vacinados?’, mas… Se há 20 clubes da Premier League e 100 vacinações por clube, vamos dizer, eu imaginaria que o retorno para o sistema, para o NHS e o sistema de vacinação, financeiramente, seria considerável”, avaliou Dyche.

“Me disseram que se você é vacinado, você não precisa continuar sendo testado. Portanto, se os testes diminuírem, esse dinheiro poderia ser usado para uma causa muito melhor, na minha opinião, e logo, o futebol continua sendo uma indústria competitiva em vez de acabar, uma indústria distorcida por falta de jogadores nos jogos”, explicou o treinador.

“Eu entendo que haverá pessoas que discordarão de mim, provavelmente de todo o coração, mas eu só acho que o saldo de tomar algumas vacinas mais rápido durante o futebol, o retorno seria enorme”, continuou.

Dyche enfatizou que está ciente que há muita gente à frente da vacinação do futebol. “Eu apenas acho que nós temos que ter cuidado com o esporte. Não está além da saúde de ninguém, obviamente. Mas a natureza competitiva do jogo irá diminuir se os times ficarem perdendo cinco, seis, sete jogadores por vez. Isso distorceria os resultados possível do trabalho de uma temporada inteira.”.

“Eu devo reiterar, eu não estou nem remotamente tentando colocar os jogadores à frente dos trabalhadores essenciais, nem às pessoas que precisam de vacinação. Eu estou apenas sugerindo que se houver uma janela para acelerar pelo futebol, para voltar a ser competitivo, em um campo de jogo equilibrado”.

“Acho apenas que nós estamos entrando naquele momento perigoso de quantos jogos precisam ser adiados antes de ser o momento de um novo lockdown, e estou tentando pensar em uma possibilidade de encontrar um caminho”, declarou ainda Dyche.

“Nós estamos com alguns casos que irão nos afetar nos próximos dias. É provavelmente isso que afetará os dois próximos jogos. Nós seremos testados novamente na sexta, então veremos o que a próxima rodada nos traz”, continuou o técnico.

Com os casos no Burnley, Dyche foi perguntado se havia risco de não ter jogadores suficientes para o jogo da Copa da Inglaterra, contra o MK Dons, neste fim de semana. “A regra geral acho que é ter 14 jogadores ativos. Neste momento, acho que preencheremos essa regra”, respondeu. A regra, na verdade, é ter 13 jogadores disponíveis para o jogo, sendo ao menos um deles goleiro.