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Para Guardiola, futebol perdeu a graça sem a torcida: “Vamos, jogamos e é isso”

Pep Guardiola sente muito a falta da normalidade de um mundo pré-pandemia. Mesmo vitorioso por um placar elástico sobre o Burnley no sábado (28), o treinador do Manchester City diz não sentir alegria porque a vitória não pode ser compartilhada com o torcedor no estádio.

“O futebol era uma alegria quando jogávamos a cada três dias em uma rotina, os jogadores vinham aqui para o estádio, e tínhamos os espectadores. Agora, não é mais um dia especial”, explicou o treinador dos Cityzens após o 5 a 0 contra o Burnley.

“O que vem a seguir? Vai aqui, vai aqui, vai aqui… Claro que os jogadores querem fazer isso (jogar). É incrível como eles correm, mas não com alegria pela situação”, completou Guardiola, dando a entender que o sentimento é compartilhado pelos atletas.

“É como todas as pessoas e famílias no mundo. Vocês não vão a restaurantes, não saem. Mesmo os jornalistas não podem ir às entrevistas coletivas e ver seus amigos. Vocês estão trabalhando de casa, e é diferente. O futebol não é uma exceção. Vamos, jogamos e é isso”, lamentou.

Em meio a notícias de testes bem-sucedidos de vacinas para o Coronavírus, a esperança cresce por uma volta à normalidade, com grandes públicos nos estádios. Ainda assim, mesmo na melhor das hipóteses, ainda estamos olhando para vários meses, mesmo um ano, sem este cenário. Guardiola pode, então, se agarrar ao fato de que, a partir deste fim de semana, algumas regiões da Inglaterra voltarão a ter públicos reduzidos nos estádios, de até 2 mil pessoas.

Manchester não está na lista de cidades permitidas a terem torcedores nas arquibancadas, mas a flexibilização anunciada na semana passada por Boris Johnson pode ser um bom incentivo para a população reforçar seus gestões de precaução, diminuir a circulação do vírus e ser permitida de volta nos estádios, mesmo que em número tão pequeno.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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