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Boris Johnson anuncia volta dos torcedores aos estádios na Inglaterra em número reduzido

Em um discurso na Câmara dos Comuns na tarde desta segunda-feira (23), Boris Johnson fez o pronunciamento que muitos clubes esperavam há meses: os torcedores voltarão aos estádios na Inglaterra. O primeiro-ministro britânico anunciou um plano para a volta do público em número reduzido às arquibancadas a partir de 2 de dezembro.

A data representa o fim do atual período de lockdown imposto no Reino Unido. A partir de então, estádios em diferentes locais terão níveis distintos de permissão de espectadores, com um número máximo estabelecido em quatro mil pessoas.

As regiões do país serão divididas em três níveis a partir desta quinta-feira (26). No primeiro, de menor circulação do Coronavírus, os estádios poderão receber público de 50% de sua capacidade ou, no máximo, até quatro mil pessoas. No segundo nível, mantém-se a permissão de até 50% da capacidade, contanto que não ultrapasse mil lugares permitidos. Por fim, no terceiro nível, seguem as restrições atuais de proibição de público.

O anúncio de Johnson é um alívio para os clubes, fortemente afetados financeiramente pela ausência de torcedores nos estádios desde março. Nesta segunda-feira, ao anunciar os resultados financeiros mais recentes do Tottenham (déficit de £ 63,9 milhões em comparação com um lucro de £ 68,6 milhões no período anterior), Daniel Levy, presidente dos Spurs, afirmou que se os estádios permanecessem fechados até o fim da temporada atual, a perda de receitas seria “irrecuperável”.

Segundo o jornal Daily Mail, os clubes ainda estão no escuro quanto às decisões recém-anunciadas, buscando o máximo de informações possível. Não se sabe, por exemplo, se os jogos do Manchester United contra o PSG, no Old Trafford, em 2 de dezembro, e do Arsenal na noite seguinte, contra o Rapid Vienna, poderão receber público. De qualquer forma, os clubes garantem já ter preparado a logística para a volta dos torcedores, instalando equipamentos para pagamentos sem contato e planejando a entrada dos espectadores em intervalos, de forma a garantir o distanciamento social.

Se do lado econômico a novidade é boa para o futebol inglês, do lado sanitário a decisão é ainda muito controversa. Afinal, o anúncio de Boris Johnson vem um dia após o Reino Unido registrar mais 18 mil novos casos e 398 mortes nas últimas 24 horas.

De qualquer forma, o secretário de cultura do governo, Oliver Dowden, afirmou que está “confiante de que o esporte tomará cada passo necessário para garantir que seus torcedores estejam seguros, e estes terão seu papel e cuidarão uns dos outros até que possamos fazer com que todos retornem com segurança (aos estádios)”.

Forçado a um segundo lockdown há algumas semanas, o governo parece se apressar na decisão de permitir a volta dos torcedores, pressionado por lobbies crescentes. Porém, com a decisão tomada, o que resta é esperar pelo melhor.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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