Premier League

Manchester City fez a rapa dos prêmios na Premier League com Rúben Dias, Foden e Guardiola

Rúben Dias ganhou o prêmio de jogador da temporada; Guardiola, o técnico da temporada; Foden foi escolhido o melhor jogador jovem

O Manchester City foi, sem qualquer sombra de dúvida, o grande time da Premier League nesta temporada. Conquistou o título com alguma folga, mesmo começando mal e só virando o time que dispararia pelo título na segunda metade da temporada. Por isso, não é uma surpresa que o clube tenha levado os três prêmios individuais disponíveis. Rúben Dias foi escolhido como o jogador da temporada, Phil Foden como o jogador jovem da temporada e Pep Guardiola como o técnico da temporada.

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O prêmio que o City não levou foi o de gol da temporada. Este ficou com Erik Lamela, do Tottenham. O gol de letra contra o Arsenal, no clássico do norte de Londres, levou o prêmio. Se você não lembra do belo gol do argentino, assista abaixo.

Rúben Dias, de 24 anos, ganha o prêmio de melhor jogador merecidamente. Há outros jogadores que brilharam, mas o zagueiro tornou-se símbolo de um Manchester City equilibrado. Tal qual aconteceu com o Liverpool ao contratar Virgil Van Dijk, o português ajudou a melhorar o sistema defensivo. Contratado por £ 65 milhões no começo da temporada (€ 68 milhões). Claro que a defesa, como um todo, é um trabalho coletivo, mas com ele do lado, nomes como John Stones, que viviam má fase, melhoraram significativamente de rendimento.

A votação de jogador do ano é uma combinação de votos do público no site da EA Sports, parceira da Premier League e produtora do jogo Fifa, combinado com os votos dos 20 capitães da Premier League e um comitê de especialistas, jornalistas e ex-jogadores. Entre os concorrentes de Rúben Dias estava Harry Kane, do Tottenham, artilheiro da Premier League com 23 gols, o companheiro de time Kevin De Bruyne, Bruno Fernandes, do Manchester United, Mohamed Salah, do Liverpool, Mason Mount, do Chelsea, Tomas Soucek, do West Ham, e Jack Grealish, capitão e destaque do Aston Villa.

O prêmio de Phil Foden é também bastante justo. Aos 21 anos, esta foi a temporada que o jogador finalmente ganhou o espaço que parecia estar pedindo há tanto tempo. Visto inicialmente como um substituto para o espanhol David Silva, Foden acabou ganhando espaço no ataque sem centroavante de Guardiola ao longo da temporada, atualmente usualmente pelo lado esquerdo, mas variando sua posição como falso nove, ponta direita e meio-campista, em alguns jogos. Aliás, depois de ponta esquerda, a segunda posição que ele mais jogou foi como meia central.

No total, Foden fez 16 gols e 10 assistências em 50 jogos na temporada. Chega para a Eurocopa como uma das estrelas da Inglaterra, que vê sua geração que brilhou nas categorias de base chegar ao time principal com potencial de serem destaques. Ele tem tudo para ser titular na seleção inglesa de Gareth Southgate e titular do Manchester City na próxima temporada, como destaque (e, esperamos, mudar o número da camisa, porque 47 não dá).

Por fim, mas não menos importante, Pep Guardiola. O técnico teve uma temporada desafiante. O início foi ruim e até dezembro, o time parecia longe da disputa pelo título. Não apenas por posições na tabela, mas pelo desempenho irregular. As coisas mudaram. Mudou o time, soube adaptar a equipe e tirou rendimento de vários jogadores diferentes, como Ilkay Gúndogan, em sua temporada mais artilheira, e João Cancelo, que se tornou importante. Também de Oleksandr Zinchenko, que foi titular na reta final. Além, claro, de nomes já estabelecidos como Kevin De Bruyne.

Como concorrentes de Guardiola ao prêmio estavam indicados Marcelo Bielsa, do Leeds, David Moyes, do West Ham, Brendan Rodgers, do Leicester e Ole Gunnar Solskjaer, do Manchester United. A votação é feita com votos do público combinados com votos de especialistas. É o terceiro prêmio de Guardiola nesta categoria. Ele já tinha vencido em 2017/18 e 2018/19. Com isso, se iguala a Arsène Wenger e José Mourinho com três prêmios. Só Alex Ferguson ganhou mais vezes e será difícil alcançá-lo: o escocês tem 11 prêmios.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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