Premier League

Eles não perdoam: City arrasa Brighton e diminui vantagem do Arsenal na liderança

Fora de casa, Manchester City faz 4 no Brighton e está um ponto atrás do Arsenal com um jogo a menos

Dos jogos que faltam para o Manchester City até o fim da Premier League, o desta quinta-feira (25), contra o Brighton, no Falmer Stadium, era o segundo mais complexo – atrás apenas do duelo com o Tottenham, em 14 de maio. Era… porque dentro de campo os comandados de Pep Guardiola pareciam jogar em casa e decidiram o jogo ainda no primeiro tempo, fechando o placar em 4 a 0. Foi um baite na partida atrasada da 29ª rodada, e agora os Citizens somam 76 pontos, tendo apenas um a menos que o líder Arsenal e ainda com um jogo a fazer em comparação aos Gunners. O Liverpool, em terceiro, ficou para trás na disputa, com 74.

O baile começou aos 14 do primeiro tempo e veio a partir de uma mudança tática de Guardiola para hoje, com Kyle Walker tendo liberdade para subir e ser o cara do lado direito. Por lá achou um cruzamento perfeito, convertido de cabeça por Kevin De Bruyne no ângulo de Jason Steele. Vale citar o trabalho anterior do City ao gol, com Phil Foden começando a jogada contra uma defesa toda fechada.

O jovem inglês, na melhor temporada da carreira, estava muito a fim de jogo hoje. Pouco depois dos 20, sofreu falta na entrada da área (no mínimo contestável) e ele mesmo converteu ao bater à meia altura, contando com desvio na barreira. Menos de 10 minutos depois, mais um. Em vacilo na saidinha, do jovem Valentín Barco, ex-Boca Juniors, Bernardo Silva roubou e Foden de novo apareceu para marcar seu 24º gol em 2023/24, além de 11 assistências.

No segundo tempo, em menor ritmo, Julian Álvarez deu números finais novamente com papel decisivo de Walker. Após lançamento perfeito de Ederson, o lateral limpou Barco na direita, dividiu com o goleiro e a bola sobrou na medida para o argentino empurrar para as redes.

City sem Haaland, Brighton com garoto argentino na lateral

Ainda se recuperando de um problema muscular, Erling Haaland foi desfalque, dando lugar para Julián Álvarez no ataque. O City utilizou uma estrutura extremamente ofensiva, como de praxe, mas com ainda mais jogadores lançados ao ataque. Os dois laterais, Josko Gvardiol e Kyle Walker, eram os responsáveis pela amplitude dos lados, enquanto Rodri afundava entre os dois zagueiros para fazer a saída de bola. No restante, muita gente flutuando e buscando espaços por dentro.

Pelo lado do Brighton, obrigado a ser mais defensivo, a equipe se fechava no 4-4-2, mas subia muita a marcação para pressionar o adversário no campo de ataque. O destaque na escalação inicial era o argentino Barco, pela primeira vez como titular na Premier League.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Manchester dá aula de efetividade no 1º tempo

Mesmo com o 3 a 0 em só 45 minutos, o City não empilhou chances. Na verdade, o time apenas foi extremamente efetivo, tanto que os três chutes certos entraram na meta defendida por Jason Steele, que não realizou nenhuma defesa na etapa inicial.

A abertura do placar só veio aos 16. Até lá, a partida teve um cenário bem estudado e pouco movimentado. Ambos os lados pressionavam bem no campo de ataque, obviamente com o visitante dominando a bola. Após o gol, as coisas ficaram mais naturais para os azuis de Manchester criarem, especialmente pelo lado direito, onde se encontravam os melhores jogadores. Por lá, Kovacic serviu Álvarez, que invadiu a área e bateu cruzado rente a trave. No fim, já com a vantagem, foi por esse lado também que De Bruyne chutou em cima da marcação.

Os Seagulls pouco fizeram no campo de ataque. No máximo, tentativas facilmente defendidas por Ederson, uma de Danny Welbeck logo no início e outra de cabeça de Dunk. Só.

Etapa final perde ritmo

Não foi um grande segundo tempo. A efetividade do City, destacada na etapa inicial, seguiu perfeita: um chute em cima de Steele, um gol. Álvarez já vinha ensaiando o tento antes, em dois erros na saída adversária, mas desperdiçou ambas oportunidades.

Aos 48′, o goleiro do Brighton fez a primeira defesa do jogo quando Jérémy Doku, saindo do banco, ficou na cara do gol e Steele tirou com o pé. Finalmente!

O Brighton até passou a atacar mais, especialmente nos minutos finais. Eles reclamaram de um pênalti em João Pedro, que fez linda jogada, deu um drible da vaga em Nathan Aké e foi derrubado por Gvardiol. O árbitro, no entanto, não entendeu como faltoso o contato. O atacante brasileiro também teve grande chance aos 39, com passe com compatriota Igor Julio, mas bateu para fora na pequena área. Mesmo com essa suposta melhora, nada preocupou muito Ederson, que saiu sem ser vazado ou fazendo grandes defesas.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo