Premier League

Antes de Liverpool x United, Alisson relembra 7 a 0 e afirma: ‘Se eu fosse jogador deles, estaria pegando fogo’

Goleiro do Liverpool projeta clássico tenso em Anfield e acredita que o Manchester United entrará em campo 'mordido'

A 17ª rodada da Premier League reserva para os amantes do futebol o maior clássico da Inglaterra. Liverpool x Manchester United se enfrentam neste domingo (17), a partir das 13h30 (horário de Brasília), em Anfield. Além da rivalidade histórica entre os dois clubes, outro ingrediente veio à tona ao longo da semana e coloca ainda mais fogo no North West Derby: a goleada por 7 a 0 da equipe de Jürgen Klopp sobre os Red Devils na temporada passada.

Alisson, goleiro do Liverpool, concedeu entrevista ao jornal inglês “The Guardian” na prévia do clássico e comentou sobre o triunfo histórico dos Reds sobre o rival na última edição de Premier League. O arqueiro, que quando defendia a Roma também sofreu nas mãos do time de Klopp em Anfield, disse que se fosse jogador do Manchester United, entraria em campo pegando fogo para o jogo deste fim de semana.

– Eu estaria pegando fogo e tentaria colocar fogo em meus companheiros também. Joguei contra o Liverpool e sei o quão forte esta equipa pode ser em Anfield. Não foi uma boa experiência em termos de resultado, mas este é o tipo de jogo que se quer disputar. Jogadores do Liverpool, do Chelsea, do Manchester United, do Manchester City, são jogadores que têm de gostar de jogar neste tipo de jogo. Gosto muito quando jogamos contra grandes adversários -, disse Alisson, antes de concluir:

– Como jogador de futebol, como atleta de elite, você vai tentar aproveitar (o 7 a 0) para se motivar. Não sei muito sobre os jogadores do Manchester United, mas tenho certeza de que eles vêm aqui para tentar obter o resultado de nós.

O jogo citado por Alisson foi entre Liverpool x Roma, nas semifinais da Champions League 2017/18. Na ocasião, os Reds venceram os italianos por 5 a 2 no jogo de ida, em Anfield, e praticamente liquidaram a fatura. No embate de volta, os Giallorossi lutaram e triunfaram por 4 a 2, mas não foi o suficiente e a equipe inglesa avançou à finalíssima.

Alisson celebra boa fase individual no Liverpool

Goleiro histórico do Liverpool e ídolo da torcida dos Reds, Alisson atravessa excelente momento no clube. O arqueiro se recuperou de uma lesão no tendão da coxa, retornou no último sábado (9) e foi peça crucial para a equipe vencer o Crystal Palace fora de casa. Aos 31 anos de idade, o jogador brasileiro possui a maior porcentagem de defesas da Premier League nesta temporada (80,4{62c8655f4c639e3fda489f5d8fe68d7c075824c49f0ccb35bdb79e0b9bb418db}). Sempre humilde, ele se mostrou contente com isso.

– Se os números falarem… Eu também me sinto bem, em boa forma. Estou trabalhando para isso, para melhorar a cada ano o máximo que puder. Comecei a jogar futebol (nos profissionais) ainda jovem para um goleiro, com 21 ou 22 anos, por isso já joguei 10 anos. É muito tempo, mas ainda sou jovem. Se você ver goleiros agora, eles jogam até os 38, 39 anos e às vezes ultrapassam.

– Acho que agora estou chegando ao ponto mais alto da minha carreira, misturando fisicalidade, experiência e uma grande vontade de continuar fazendo o bem e de continuar melhorando. Estou muito feliz com o que estou fazendo em campo, mas quero continuar melhorando. Se melhorar significa apenas manter essa consistência, então, para mim, estou feliz com isso.

Sobrou até afago para… Onana

Se por um lado Alisson faz grande temporada no Liverpool, o mesmo não se pode dizer de Onana no Manchester United. O goleiro camaronês, que está em seu primeiro ano nos Red Devils, falhou em jogos importantes e não conta com a confiança e admiração da torcida, pelo menos até o momento.

Companheiro de profissão de Onana, Alisson disse que sabe das dificuldades que o camaronês tem enfrentado, pois assim como ele, saiu do futebol italiano para a Premier League.

– Onana é um goleiro muito bom. O desempenho dele na Liga dos Campeões na temporada passada foi incrível. Passei por algo parecido com o que ele está vivendo agora, vindo de um clube italiano para a Inglaterra, para um grande clube, por muito dinheiro. É muita responsabilidade sobre seus ombros e ele veio aqui com a responsabilidade de substituir De Gea, que talvez não estivesse na melhor forma de sua carreira, mas ainda estava entregando. Substituí-lo é um grande passo em sua carreira.

– Ele é capaz de assumir essa responsabilidade, mas às vezes demora mais com alguns do que com outros. Você está mudando de time, está mudando de liga, está tentando se adaptar e isso pode te afetar muito (…) Acho que ele vai chegar lá. Neste momento ele precisa do apoio de todos.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme Calvano

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.
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