Klopp reclama de calendário apertado: “Não sei se terminaremos a temporada com 11 jogadores”
De hoje até o dia 26 de dezembro, o Liverpool realizará nove partidas em 33 dias. O calendário cheio é a realidade para todas as equipes das cinco grandes ligas, especialmente as da Inglaterra, e Jürgen Klopp não se conforma com a agenda lotada. Pela segunda vez neste mês de novembro, o treinador se queixou do calendário e cobrou que as emissoras sentem para conversar com os organizadores de competições para achar uma solução para preservar mais os jogadores.
Após a vitória por 3 a 0 sobre o Leicester no domingo (22), o alemão criticou o fato de que, embora muita coisa tenha mudado por causa da crise do Coronavírus, os contratos com as emissoras tenham permanecido inalterados.
“Todos me dizem que é difícil, mas é muito difícil para os jogadores. O resto é apenas uma decisão, feita em uma mesa dentro de um escritório. (…) Se vocês (da Sky, se dirigindo a um repórter da empresa) não começarem a conversar com a BT, estaremos acabados”, afirmou.
“A Sky e a BT precisam conversar. Se continuarmos jogando na quarta e depois no sábado às 12:30, não tenho certeza se terminaremos a temporada com 11 jogadores”, reclamou Klopp.
Questionado sobre o fato de que os contratos em vigor foram aceitos pelos próprios clubes, o alemão esbravejou: “Se alguém me disser de novo sobre os contratos, vou ficar completamente maluco, porque os contratos não foram feitos para uma temporada com a Covid. Você está aqui de máscara, nós nos adaptamos. Tudo mudou, menos o contrato com as emissoras. Ali ainda é “não, temos isso aqui, então precisamos manter isso aqui’. O quê?! Tudo mudou. O mundo inteiro mudou.”
Klopp garante não estar pensando apenas em seu clube, mas em todos os atletas envolvidos e afetados pelas decisões de se cumprirem datas em um ano apertado em decorrência da crise do Coronavírus, citando lesões do fim de semana para reforçar seu ponto.
“Estou discutindo isso completamente calmo, mas eles dizem que eu devo falar só sobre o Liverpool. Não, eu falo sobre todos os jogadores que estão aí. Ontem (sábado, 21), o Pique teve uma enorme lesão no joelho, hoje (domingo, 22) talvez o Saka, não tenho certeza, mas pareceu uma lesão no joelho. Ele jogou todos os três jogos pela Inglaterra na data Fifa.”
Mesmo com um elenco mais recheado de bons nomes do que a maioria dos clubes europeus, Klopp afirmou que não tem jogadores suficientes para um revezamento satisfatório da equipe. “As pessoas dizem para a gente rodar o elenco, mas para escalar quem? Temos jogadores ofensivos que poderíamos revezar, mas o resto são crianças.”
“Nós fazemos alterações no fim do jogo porque precisamos constantemente pensar que alguém sofrerá uma lesão muscular. Não podemos mudar cedo porque, se outro tiver uma lesão muscular, você termina o jogo com nove jogadores”, concluiu.
Klopp é apenas o técnico mais recente a reclamar do calendário atribulado. Guardiola, do Manchester City, e Solskjaer, do Manchester United, foram outros que se queixaram da quantidade de jogos em curtos intervalos, e cresce na Inglaterra a discussão pela reintrodução das cinco substituições à Premier League, que no início da temporada havia votado contra a extensão do plano, que foi renovado nas outras grandes ligas e também nas competições da Uefa.



