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Kanté mudou o jogo do Chelsea e Tuchel é só elogios: “Tudo que você precisa no meio-campo”

Após um primeiro tempo sem brilho, Tuchel colocou em campo Kanté e o francês ajudou a mudar o jogo para a vitória dos Blues contra o Tottenham

Um jogador teoricamente defensivo pode mudar tudo no jogo ofensivo de um time. Foi o que vimos no domingo, quando o Chelsea venceu o Tottenham por 3 a 0, mesmo jogando no Tottenham Stadium. Uma das chaves da vitória foi a entrada de N’Golo Kanté no intervalo, que substituiu Mason Mount. O técnico Thomas Tuchel encheu o francês de elogios pelo desempenho e disse que ele não se limita a um jogador que apenas recupera as bolas e faz desarmes. Ele foi o autor de um dos gols na vitória.

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“Eu certamente não estava feliz com os primeiros 45 minutos”, disse Tuchel à Sky Sports. “Houve desempenhos individuais que foram ótimos no primeiro tempo com Kepa e Thiago Silva, mas em geral, nos faltou intenção, energia e sermos implacáveis nos duelos e entrar pra dividir as bolas”.

Uma mudança no intervalo mudou o jogo: a entrada de N’Golo Kanté no lugar de Mason Mount. “Se você tem N’Golo, você tem tudo que procura”, disse Tuchel na coletiva de imprensa. “Ele tem tudo que é necessário no meio-campo. Ritmo de trabalho, intensidade, ganho de bola, jogo hábil, fora da bola, com a bola, drible, drive e, hoje, até gol”.

“Eu vejo isso todos os dias no treinamento e é difícil acredito o quanto ele é bom. Não cometam o erro de reduzir ele a bolas recuperadas. Ele joga de forma excelente em todo treino de posse de bola nos treinamentos”, afirmou ainda o treinador do Chelsea. “Ele é um cara único. Somos fortes no meio-campo com ele, Jorgi [Jorghinho] e Kova [Kovacecic] no segundo tempo. N’Holo é N’Golo, ele é fantástico”.

“Se você tem N’Golo no banco e quer melhorar esse padrão de jogo, é o melhor jogador, porque ele é único, ele pode mudar o momento”, disse ainda o alemão. “Parecia defensiva [a mudança], mas nós queríamos melhorar a nossa compactação, ganhar as bolas, nosso espírito como time e termos uma intensidade maior e mais trabalho para recuperar as bolas ativamente, colocar os oponentes no campo deles e confiar nas nossas habilidades”.

“Essa foi a ideia por trás disso. Estou feliz com essa reação. A reação era absolutamente necessária. Jogamos um segundo tempo muito, muito forte e merecemos esta vitória”, afirmou ainda o treinador do Chelsea.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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