Premier League

Frustração é a palavra do momento em Old Trafford com o empate do United contra o Southampton

Em casa, Manchester United pressionou, sem conseguir jogar bem e mais uma vez desperdiça pontos na Premier League

Vencer para o Manchester United se tornou mais difícil do que se esperava. Mais uma vez, o time desperdiçou pontos na Premier League neste sábado, ao empatar com o Southampton por 1 a 1 em pleno Estádio Old Trafford. Os Red Devils pressionaram, tentaram de várias formas, mas ficaram devendo futebol mais uma vez e sobrou nervosismo em campo. É o segundo empate seguido, depois de empatar também contra o Burnley no meio da semana.

O técnico Ralf Rangnick escalou o time com Marcus Rashford pela direita, Jadon Sancho pela esquerda, Bruno Fernandes se aproximando pelo centro e Cristiano Ronaldo no comando do ataque. No meio-campo, Paul Pogba fez dupla com Scott McTominay. Fred, machucado, ficou fora da partida.

Logo a seis minutos, Jadon Sancho avança pela esquerda, toca para Ronaldo, que tira do goleiro e toca para o gol vazio… Mas a bola é fraca e Romain Perraud consegue tirar. Um bom início de jogo, com os dois times mostrando disposição para chegar ao ataque.

Em seguida, os Saints conseguiram um ataque perigoso com cruzamento de Mohamed Elyounoussi cruzou, a bola passou por todo mundo e Kyle Walker-Peters pega a sobra, coloca para Che Adams, que não consegue tocar com a cabeça e toca com o ombro, sem direção. O United consegue o contra-ataque com Sancho, avança e tenta tocar para o gol, desequilibrado, e perde a chance de tocar para o meio para Cristiano Ronaldo.

O gol do United saiu aos 20 minutos, em uma bola longa de Bruno Fernandes em velocidade, nas costas da defesa alta dos Saints, para Marcus Rashford avançar com velocidade e liberdade, entrar na área e cruzar rasteiro para Jadon Sancho completar do outro lado para o gol. O chute ainda teve desvio e entrou: 1 a 0.

No segundo tempo, logo a três minutos, Che Adams recebeu no limite de posição legal e, do lado esquerdo, tocou colocado no canto e marcou: 1 a 1 no placar de Old Trafford. O empate tornava a partida mais complicada para os mandantes, que tentaram não desanimar e ir para cima.

A pressão aumentou. Aos 15 minutos, Cristiano Ronaldo recebeu com chance de finalizar e conseguiu pegar firme na bola, mas o goleiro Fraser Forster defendeu. Na sequência, Diogo Dalot também teve uma chance, com pouco ângulo, e novamente Forster apareceu para defender.

Com 21 minutos, o Southampton chegou perto do gol. Em uma boa jogada trabalhada pelo meio, Che Adams acionou Armando Broja dentro da área e o atacante, na cara do gol, tocou para o meio para tirar do goleiro David De Gea, mas a defesa do United corta.

Cristiano Ronaldo tentava acabar com o jejum de gols em um cruzamento para a área que teve a bola desviada por Sancho e Cristiano Ronaldo tocou para a rede, mas completamento impedido. O time da casa buscava o gol, mas tinha dificuldades para encontrar.

Rangnick tornou o time ainda mais ofensivo aos 31 minutos. Sacou o volante Scott McTominay e colocou o atacante Anthony Elanga. Nervoso em campo, o United sentia muita dificuldade em criar chances, ainda que chegasse ao ataque com bastante frequência. Do seu lado, o Southampton tratou de gastar o tempo à medida que o fim do jogo se aproximava, explorando o nervosismo evidente do adversário, que sentia a pressão.

No fim, o empate por 1 a 1 deixou a torcida dos Diabos Vermelhos bastante insatisfeita. O time mais uma vez perde pontos que seriam importantes na briga por vaga na próxima Champions League, porque o time é o quinto colocado com 40 pontos, mesma pontuação do West Ham, e poderia ter ultrapassado o rival.

Cristiano Ronaldo segue em jejum na liga. São seis jogos sem balançar as redes, cinco deles só na Premier League. A última vez que o português marcou foi em 30 de dezembro, quando fez um dos gols contra o Burnley.

Com Rangnick, o United perde muito pouco, mas também empata demais. Foi só uma derrota sob o comando do técnico, mas são quatro empates e cinco vitórias, contando apenas as partidas da Premier League. A cobrança aumentará tanto sobre o técnico quanto sobre os jogadores, porque a essa altura, se esperava que jogassem mais futebol.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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