Premier League

O United se frustrou de novo, com um primeiro tempo dominante que pouco valeu diante da reação do Burnley pelo empate

Manchester United sobrou nos 45 minutos iniciais, mas se perdeu no jogo e tropeçou em Turf Moor

O Manchester United vinha de uma partida decepcionante, com a eliminação para o Middlesbrough na Copa da Inglaterra. O duelo contra o lanterna Burnley em Turf Moor, no entanto, parecia oferecer uma chance de recuperação. Só parecia. De novo os Red Devils tropeçaram, com o empate por 1 a 1 pela Premier League. O primeiro tempo do time de Ralf Rangnick foi muito bom, com um domínio indiscutível, ainda que a vantagem mínima não parecesse suficiente. E de fato não foi, já que os Clarets voltaram com tudo do intervalo, logo arrancando a igualdade. O United seguiu meio perdido e sequer conseguiu impor uma pressão tão grande no fim. Prevaleceu a frustração, que aumenta os questionamentos no clube.

Ralf Rangnick optou por deixar Cristiano Ronaldo no banco. Segundo o treinador, Edinson Cavani seria mais necessário num jogo brigado e, por isso, começou. O Manchester United logo impôs sua pressão e não demorou a criar as primeiras chances. Nick Pope salvou a tentativa de Marcus Rashford, antes que um gol de Raphaël Varane fosse anulado por falta de Harry Maguire aos 12. Os Red Devils precisariam insistir um pouco mais. De qualquer maneira, a partida era disputada só de um lado no campo. O gol era uma questão de tempo, e saiu aos 18. Paul Pogba voltou a marcar, pela primeira vez desde janeiro de 2021.

A jogada nasceu pela esquerda, numa abertura de Bruno Fernandes com Rashford. O ponta acionou a passagem de Luke Shaw, que cruzou rasteiro da linha de fundo. Pogba surgiu sozinho na área e arrematou no alto da meta. Pouco depois, outro gol do United seria anulado, desta vez por falta de Pogba. A vantagem não mudou muito o cenário, com os Red Devils com amplo domínio e nada de resposta do Burnley. Pope evitou o pior com uma defesaça diante de Cavani aos 33, fechando o ângulo numa cabeçada do uruguaio quase em cima da linha, antes de desviar com o pé um chute cruzado de Rashford aos 40. Sequer os contra-ataques dos anfitriões saíam, com a defesa mancuniana conseguindo neutralizar graças aos erros. Os Clarets terminaram o primeiro tempo sem uma finalização sequer.

O Burnley precisou de segundos para indicar que voltou diferente do intervalo. E se o United poderia ter construído uma vantagem maior, pagou caro por isso ao ceder o empate logo aos dois minutos. Wout Weghorst recebeu na intermediária e limpou dois marcadores com um só drible, entregando a bola para Jay Rodriguez na esquerda. O atacante teve liberdade para definir diante de David de Gea. E quase saiu a virada aos sete, numa pancada de Weghorst de fora, que De Gea se esticou todo para salvar. O Manchester United tinha se desencontrado na partida. A defesa estava desorganizada e o ataque não prendia a bola. Aos 16, seria a vez de Weghorst acertar o lado de fora da rede.

Aos poucos, o Manchester United passou a reencontrar os espaços no ataque. A partida ficava lá e cá. Cristiano Ronaldo seria acionado aos 23, no lugar de Cavani. Só que os Red Devils tinham problemas na hora de finalizar. A defesa do Burnley sempre chegava a tempo para travar, protegendo muito bem sua área. Aos 33, Varane tentou de letra e a bola seria cortada na pequena área. Cristiano apareceu pela primeira vez na sequência, mas cabeceou por cima. O United sequer conseguia impor uma blitz nos minutos finais e, vez por outra, o Burnley escapava ao ataque, também sem incomodar. Nos acréscimos, Cristiano Ronaldo cabeceou mais uma para fora, mas era bem pouco dos mancunianos. Os últimos tiros foram novamente bloqueados, no máximo com um par de escanteios que não deram resultado.

O Manchester United cai para a quinta colocação da Premier League. Os Red Devils chegam aos 39 pontos, um a menos que o West Ham, que venceu o Watford por 1 a 0 nesta terça. Já o Burnley não deixa a lanterna, com 14 pontos, a quatro de sair do Z-3. É um ponto valioso.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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