‘Qualquer um sente falta de Enzo Fernández’: A contraditória posição do técnico do Chelsea
Blues perderam para o Manchester City sem o meia argentino, suspenso por dois jogos após falas polêmicas
As críticas de Enzo Fernández à gestão do Chelsea e a fala sobre a vontade de jogar no Real Madrid culminaram em uma suspensão de duas partidas ao jogador pelo clube. O meia argentino, pilar do time, ficou de fora até do pesado jogo contra o Manchester City, neste domingo (12), derrota por 3 a 0 no Stamford Bridge.
Liam Rosenior, técnico dos Blues, assumiu que um jogador como o camisa 8 faria falta para qualquer um. Posição contraditória, afinal, o atleta poderia ter ficado de fora só do duelo com o Port Vale, vitória de 7 a 0 pelas quartas de final da Copa da Inglaterra.
— Qualquer equipe sentirá a falta de Enzo Fernández — disse à “Sky Sports”.
O comandante, porém, defendeu que a medida, vinda em reunião com a comissão técnica, os líderes no elenco e os diretores, foi algo para o futuro do Chelsea. “Eu, junto com o grupo de liderança e os diretores esportivos, tomamos uma decisão pensando no longo prazo do clube. E não houve nada pessoal com o Enzo. Ele estará de volta ao grupo na terça-feira, quando nos reapresentarmos para os treinos”, disse.
— Ele é um jogador de altíssimo nível e uma ótima pessoa. Estou ansioso para tê-lo de volta no elenco. […] O Enzo já conversou comigo, com o grupo de liderança e com todos os jogadores do elenco. Estamos ansiosos para recebê-lo de volta na próxima semana.
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Rosenior reforçou o posicionamento em entrevista coletiva, destacando que o meia reagiu bem à atitude do clube londrino.
— Foi uma decisão […] para garantir que nossos valores e nossa cultura estejam no caminho certo no futuro. Mas o Enzo agora está bem. Ele teve as conversas que precisava ter. Tem sido fantástico nos últimos dias, apoiando a mim e à equipe, e mal posso esperar para tê-lo de volta no elenco.
Rosenior pede mais tempo no Chelsea citando Guardiola e Klopp
Já pressionado no cargo, mesmo tendo chegado apenas em janeiro deste ano, Rosenior quer mais tempo no Chelsea para poder implementar suas ideias.
Ele citou Pep Guardiola e Jürgen Klopp, que, por Manchester City e Liverpool, respectivamente, passaram um tempo sem títulos até se firmarem como os melhores da Inglaterra. No entanto, destacou como tem a necessidade de resultado imediato, o que não tem conseguido, pois só venceu cinco em 14 jogos pela Premier League e caiu na Champions League.
— Eu preciso vencer neste momento. Este é um clube enorme. Quando cheguei, nunca pedi muito tempo, porque entendo este clube. Entendo as tradições e a história — iniciou.
— Eu gostaria de ter esse tempo. Estou confiante de que, com tempo, é possível criar algo muito especial. Até treinadores experientes como Guardiola ou Klopp, quando conquistaram títulos, tiveram pelo menos um ano para ajustar as coisas. Eu cheguei em janeiro. Não é uma desculpa, é a realidade. Eu preciso vencer agora. E é nisso que vou focar.
🔵⚠️ Instabilidade e ruído interno: O caos que o Chelsea precisa resolver
— Trivela (@trivela) April 3, 2026
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O contrato de Rosenior é até 2032, outra decisão controversa da gestão dos Blues, mas que indica um futuro sob o comando dele. O treinador destacou que já há conversas sobre o que eles planejam para a temporada 2026/27 em relação a novos jogadores.
— Temos tido, inclusive na última semana, muitas conversas detalhadas sobre como queremos evoluir a partir da próxima janela de transferências de verão. Você fala de vários aspectos do jogo: físico, técnico, posicionamento. São coisas que estamos discutindo, e sabemos o que queremos melhorar e onde queremos melhorar no verão.
A ver se, mesmo que o time não se classifique para a próxima Champions — algo possível no cenário atual, pois está a quatro pontos do quinto colocado –, a diretoria blue, conhecida por ser resultadista, manterá o treinador inglês.