Premier League

Ederson defende substituição em caso de concussão após lesão de Jiménez

O choque de cabeça entre David Luiz e Raúl Jiménez, que fraturou o crânio do mexicano, operado com urgência na mesma noite no último domingo (29), aqueceu o debate em torno da concussão no futebol inglês. Goleiro do Manchester City, Ederson defendeu a introdução de substituições específicas para estes casos de pancadas na cabeça.

“Fiquei muito preocupado. Eu estava vendo o jogo. Foi um choque acidental, cabeça com cabeça. Toda a preocupação e o cuidado (com os jogadores) são muito importantes. É uma parte do corpo que é muito frágil e precisa de atenção especial”, argumentou o brasileiro.

“Quando acontece uma pancada na cabeça, deveria haver uma substituição, independentemente do jogador poder continuar ou não. Talvez você se sinta bem na hora, porque está aquecido, porém, depois do jogo, você sente as consequências”, explicou o goleiro, que em 2017 passou por situação levemente parecida ao ter que deixar o campo depois de uma dividida com Sadio Mané, do Liverpool.

“É algo que não podemos mudar, é acidental. Não foi um golpe intencional, eles foram para competir pela bola, mas sabemos dos riscos de uma lesão na cabeça. Espero que ele volte o mais rápido possível”, torceu Ederson, que foi companheiro de clube de Jiménez no Benfica.

Técnico do Manchester City de Ederson, Pep Guardiola pediu que os protocolos para casos de concussão sejam mais claros, diante do grau de perigo deste tipo de incidente: “Não conheço os protocolos. Alguns dizem que você precisa sair imediatamente, outros que não. Deveria ser claro, porque (lesão) na cabeça é sempre muito perigoso”.

“Espero que Raúl Jiménez e David Luiz estejam bem. Ouvi que o Jiménez passou por uma operação, então espero que ele fique bem, isso é o mais importante. É preciso ser cuidadoso com concussões.”

Jiménez levou a pior no choque, mas David Luiz também pareceu afetado. O lance aconteceu aos cinco minutos do primeiro tempo, e o zagueiro permaneceu em campo durante todo o primeiro tempo, mas acabou substituído no intervalo, claramente afetado pelo contato.

O incidente fez com que defensores de novas regras em episódios de concussão se levantassem para reforçar a necessidade de uma mudança no protocolo. Atualmente, a Fifa instrui a equipe médica a avaliar os jogadores imediatamente após o choque, em busca de sintomas, e caso eles sejam detectados, a retirar o atleta de campo. O problema é que às vezes os sintomas aparecem apenas alguns minutos depois, e a queima de uma substituição pode influenciar comissões técnicas a manterem o jogador no gramado.

Recentemente, a IFAB aprovou a realização de testes de substituição extra em caso de concussão por parte da FA na Copa da Inglaterra ainda nesta temporada. Este avanço estava programado para a temporada passada, mas acabou atrasado devido à pandemia de Coronavírus.

O conhecimento em torno das consequências a longo prazo de pancadas na cabeça no futebol ainda é incipiente, mas o histórico de ex-jogadores como os da seleção inglesa de 1966, alguns dos quais desenvolveram doenças neurodegenerativas, acendeu o alerta para o risco dessas pancadas.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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