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Copa da Inglaterra deverá ter testes de substituição extra por concussão já nesta temporada

A FA (Federação Inglesa) recebeu a aprovação de um painel de especialistas da International Board (IFAB) para realizar testes de substituições extras para casos de concussão ainda nesta temporada da Copa da Inglaterra.

O painel aprovou o uso de substituições permanentes adicionais caso um jogador sofra uma concussão durante uma partida. A recomendação agora será feita aos líderes da IFAB na próxima reunião anual de negócios, marcada para 16 de dezembro.

Em declaração publicada pelo jornal inglês Guardian, um porta-voz da FA afirmou que a federação irá “apoiar a proposta na reunião de 16 de dezembro, com um plano de implementar os testes o mais cedo possível na FA Cup e na FA Cup Feminina”.

A FA recentemente proibiu que jogadores de até 12 anos em categorias de juniores cabeceiem bolas durante treinamentos, em medida para combater possíveis ligações entre cabeçadas ao longo da carreira e doenças neurodegenerativas, algo mais em evidência do que nunca após jogadores famosos do time campeão do mundo de 1966 desenvolverem demência e outras condições possivelmente conectadas aos impactos repetidos.

Havia a expectativa para que os testes de substituição extra em episódios de concussão acontecessem já na temporada passada, mas a pandemia de Coronavírus atrasou os planos.

Uma alternativa discutida anteriormente previa que fossem feitas alterações temporárias em casos de concussão, mas o plano foi descartado porque vários sintomas de uma concussão costumam aparecer apenas 30 minutos após o impacto, o que poderia levar equipes médicas a permitirem que jogadores com concussão permanecessem em campo.

Os testes previstos pela FA são um grande avanço na discussão de concussões no futebol e vêm pouco após Bobby Charlton, ídolo do Manchester United e da seleção inglesa, ser o mais recente ex-jogador da famosa equipe campeã mundial de 1966 a desenvolver demência.

Gareth Southgate, técnico dos Three Lions e ex-jogador, reconheceu temer efeitos colaterais das quase duas décadas em que atuou profissionalmente após ver tantos de seus antecessores no esporte sofrerem com doenças neurodegenerativas. Os estudos sobre esta ligação ainda são escassos no futebol, mas devem ganhar cada vez mais ritmo a partir do momento em que a discussão ganha holofotes.

 

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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