Premier League

Bruno Fernandes garante vitória do Manchester United no ‘Fergie Time’ e ameniza crise

Manchester United sofreu, mas conseguiu vencer apostando na pressão e o brilho do meia português nos minutos finais

Após perder duas vezes seguidas por 3 x 0 (para Manchester City e Newcastle), o Manchester United se recuperou neste sábado (4) ao bater o Fulham nos últimos minutos com gol solitário de Bruno Fernandes. A equipe de Londres, atuando no Craven Cottage, foi melhor por quase todo o jogo, mas pecou por não matar a partida pela 11ª rodada da Premier League.

A vitória faz o United subir para sexta colocação do Campeonato Inglês, mas ainda quatro pontos atrás do Aston Villa e com um jogo a mais. O Fulham segue com dificuldades de transformar os bons jogos em pontos na competição. Nesse momento, apesar da vantagem de sete pontos para a zona de rebaixamento, está apenas em 14º.

Pouco futebol e raras chances marcam 45 minutos iniciais

Erik Ten Hag segue sofrendo com lesões no elenco do United (principalmente na defesa), sendo Casemiro o mais recente. Antes da partida, o técnico holandês ainda teve que tirar Marcus Rashford, que teve problema físico. A dupla de zaga contou com Harry Maguire e o experiente Jonny Evans. Aaron Wan-Bissaka era o lateral pela direita, enquanto Diogo Dalot exercia a função na esquerda. Scott McTominay e Christian Eriksen eram os volantes e Bruno Fernandes o meia centralizado, tendo Antony como ponta pela direita, Alejandro pela esquerda e Ramus Hojlund o centroavante. O Fulham de Marco Silva também teve um meio-campo móvel com a presença de João Palhinha, Alex Iwobi e Andreas Pereira, apostando na velocidade de transição com os pontas Willian e Harry Wilson, além do atacante Rodrigo Muniz.

A partida não teve tempo nem de esquentar, porque com menos de um minuto Maguire dividiu com Muniz e teve que ser atendido. Quando enfim recomeçou, o United mostrava toda dificuldade de sair jogando e forçava lançamentos para fugir da pressão do Fulham. Sem uma boa criação, a bola parada foi uma alternativa para abrir o placar com menos de 10 minutos. Eriksen cobrou falta na segunda trave, Garnacho escorou para o meio da área e o novo artilheiro Scot McTominay cravou mais um. Porém, o VAR teve que chamar o árbitro do jogo para interpretar um possível envolvimento de Maguire, impedido, no ataque do Manchester. O juiz entendeu que o zagueiro interferiu e anulou o gol.

O time londrino acordou com o gol adversário e começou a utilizar a velocidade de Willian com inteligência. As subidas do brasileiro pela esquerda davam dor de cabeça para defesa e o perigo era eminente em quase todas as tentativas. Uma defesa de Onana parou Harry Wilson em um desses ataques.

As duas equipes mostravam deficiência na saída de bola e qualquer pressão era motivo para lançamentos ou até a perca da posse de bola. Isso dificultou a criação das jogadas no primeiro tempo, porque ninguém conseguia atrair o adversário e aproveitar o espaço a partir disso. Nas raras vezes quando furavam a intensidade ou o outro time baixava as linhas, faltava criatividade. Por isso, nenhum dos goleiros fez uma grande intervenção na primeira etapa. No máximo, Bernd Leno encaixou um chute colocado de Bruno Fernandes.

Dentre as propostas dos times nos primeiros 45 minutos, o Fulham foi quem conseguiu praticar melhor seu jogo. Aproveitou roubadas de bola para dar velocidade ao jogo ou garantir duelos 1 x 1 dos pontas. Willian, em grande dia, quase marcou nos acréscimos, quando deixou Antony para trás e bateu colocado, passando rente a trave de André Onana.

Manchester United sofre, mas vence no fim com Bruno Fernandes

Logo no início do segundo tempo, o United conseguiu algo raro no jogo até ali: fazer Leno trabalhar. Em uma rápida subida pela esquerda, Garnacho partiu para linha de fundo, levou para canhota e fuzilou o goleiro alemão, que com um tapa afastou para escanteio. Mas o roteiro de lances em velocidade era do Fulham e acontecia de forma natural. Harry Wilson teve todo espaço do mundo no meio-campo a partir de uma recuperação de bola e Willian recebeu na esquerda da área. O brasileiro tentou um cruzamento rasteiro e a zaga afastou o que poderia ser o gol.

O mandante também conseguiu sair construindo de trás nesse início de etapa final. Em transição de pé em pé, Harry Wilson mandou uma bomba de fora da área e Onana se esticou todo para defender. Logo depois, o goleiro camaronês teve que espalmar outro chute forte, dessa vez de Palhinha. A equipe de Londres era muito superior nesses primeiros 15 minutos. Vendo isso, Ten Hag tirou o pouco eficiente Antony para entrada de Facundo Pellistri.

Mas os problemas do time vão além de apenas uma peça. O mental do United parece completamente abalado pelos seguidos resultados negativos e a equipe não conseguia sair do buraco que estava na partida. Um momento para o time de Manchester pensar e descansar foi quando Rodrigo Muniz escorregou no gramado e sentiu o joelho sozinho. O brasileiro até tentou voltar, mas teve que ser substituído minutos depois, aos prantos, e o compatriota Carlos Vinicius ganhou uma oportunidade no jogo. Marco Silva aproveitou e trocou Willian por Sasa Lukic.

Um pouco melhor, mas nada de impressionante, o United trocou Eriksen e Hojlund por Mason Mount e Anthony Martial. Logo depois, Andreas foi substituído por Decordova-Reid. A partida perdeu aquela pressão do Fulham, enquanto o United seguia com muita dificuldade para criar e sofria nas transições ofensivas adversárias. Marco Silva queria a vitória a todo custo e colocou outro centroavante, Raul Jímenez, no lugar de Harry Wilison, e Tom Cairney na vaga de Iwobi aos 43.

As mudanças nem tiveram tempo de surtir efeito e o Manchester United conseguiu seu gol. Pressão no campo de ataque, no último minuto do tempo regularmentar, a bola sobrou para Bruno Fernandes na entrada da área, que tentou passe, mas a bola sobrou novamente para o português limpar a marcação e mandar no canto de Leno, sem chances para o goleiro alemão.

Ten Hag fechou a casinha nos cinco minutos de acréscimos ao colocar Raphael Varane e tirar Garnacho. O Manchester United conseguiu segurar as pontas e garantiu a vitória do.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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