Premier League

Arsenal vence o Everton e sai aplaudido, mas, novamente, sem a taça da Premier League

Arsenal encerrou sua campanha histórica na Premier League com uma vitória, mas não conseguiu superar o tubarão Manchester City

Deu a lógica na última rodada da Premier League: o Arsenal venceu o Everton por 2 a 1 e chegou aos 89 pontos, que não foram suficientes para superar os 91 do Manchester City, que venceu o West Ham e levou a taça do futebol inglês pela quarta vez seguida. Os Gunners viveram um dia de altos e baixos com relação a expectativas e, apesar de não terem se sagrado campeões, celebraram mais uma grande temporada do clube.

Terminar o dia como campeão era algo bem improvável para o Arsenal, mas não impossível. Os torcedores, principalmente os que foram ao Emirates Stadium, mantinham aquela pequena possibilidade acesa. Ela não durou muito quando a bola rolou, mas, em certo momento, acreditar se tornou obrigação. Só que o tubarão é insaciável, e não deixou os Gunners se iludirem por muito tempo. No fim, acabou tudo como já era projetado, com o City fazendo a festa de novo e o Arsenal com mais uma campanha histórica, mas sem a taça.

Início frustrante, mas final animador de primeiro tempo

O Arsenal não teve muito tempo para manter vivo o sonho do título, já que o Manchester City abriu o placar contra o West Ham com apenas dois minutos de jogo na outra partida. Mesmo assim, o time de Mikel Arteta começou sua partida com fome de bola. Nos primeiros 15 minutos, criou três chances que pararam em importantes defesas de Pickford, em uma delas, em uma bela jogada individual de Gabriel Martinelli.

Mas, com menos de 20 minutos em Manchester, o City já fazia seu segundo gol. A notícia chegou ao Emirates e a torcida se mostrou extremamente frustrada, o que refletiu no time em campo. Foram minutos de um Arsenal menos ativo após a notícia de mais um gol do City.

O resultado foi o Everton chegando em dois contra-ataques, aproveitando as desatenções do Arsenal. No primeiro, Calvert-Lewin acertou a trave. No segundo, os Toffees foram parados com falta. Gueye bateu, a bola desviou em Rice e pegou Raya no contrapé, morrendo no fundo do gol.

Mas o Arsenal não demorou para responder. Menos de cinco minutos depois, Odegaard achou Tomiyasu na entrada da área, que bateu firme no canto para vencer Pickford. Praticamente no mesmo instante, o West Ham diminuiu o placar em Manchester, o que deu enorme esperança aos Gunners, tanto nas arquibancadas, quanto em campo, mesmo ainda precisando de dois gols — um deles próprios e um do Hummers.

Assim foi o dia do torcedor do Arsenal no Emirates, um olho no jogo e outro no celular, para saber sobre o Manchester City (PA Images/Icon Sport)

A animação voltou a ser só frustração no Arsenal

O Arsenal voltou para o segundo tempo ainda empolgado com a possibilidade do título ainda viva, mas não conseguiu furar o bloqueio do Everton, que fechava todos os espaços possíveis. Para piorar, com 15 minutos, o Manchester City fez mais um, e o clima no Emirates voltou a ficar “murcho” assim que a notícia chegou.

Em campo, o Arsenal seguia tentando furar o muro montado pelo Everton na defesa. A melhor chance foi aos 20 minutos, quando Havertz subiu sozinho na área e cabeceou bonito, mas a bola caprichosamente pegou no travessão. Cinco minutos depois, Odegaard perdeu uma chance inacreditável, sozinho, quase na pequena área, e chutando em cima de Pickford. Já nos minutos finais, Smith-Rowe acertou um belo chute, mas também parou no travessão do Everton.

Próximo aos acréscimos, o Arsenal, finalmente, conseguiu seu gol da virada. Jesus acionou Odegaard, que se atrapalhou na hora de finalizar, mas viu a bola sobrar para Havertz chutar para o gol livre e fazer a festa do Emirates.

O estádio aplaudiu e fez sua festa nos minutos finais e após o fim do jogo, compreendendo e exaltando a grande temporada que o clube fez, mas que, novamente, não foi suficiente para superar o Manchester City de Guardiola, o que não diminui a grande campanha dos Gunners.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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