Premier League

Em jogo mais quente que bonito, Newcastle arranca a vitória contra o Arsenal

Uma checagem tripla do assistente de vídeo confirmou o único gol da partida, marcado por Anthony Gordon

O assistente de vídeo checou saída de bola, falta e impedimento no mesmo lance antes de confirmar o único gol da partida deste sábado no St. James’s Park, que valeu ao Newcastle uma enorme vitória por 1 a 0 contra o Arsenal, em um jogo apertado, quente e meio feio. Foi a primeira derrota do time de Mikel Arteta, que perdeu contato com o Manchester City, pode ser ultrapassado por Liverpool e Aston Villa e ficar cinco pontos atrás do Tottenham.

Não foi a melhor semana dos Gunners, eliminados pelo West Ham da Copa da Liga Inglesa durante a semana. Estão com 24 pontos, agora a três do Manchester City que amassou o Bournemouth mais cedo neste sábado, com o mesmo número de partidas. O Tottenham pode chegar a 29 se vencer o clássico com o Chelsea na segunda-feira. O Liverpool tem o Luton Town no domingo para atingir 26. Se derrotar o Nottingham Forest no mesmo dia, o Aston Villa alcança 25.

Por outro lado, um ainda irregular Newcastle se recuperou de derrota para o Borussia Dortmund pela Champions League e empate com o Wolverhampton destruindo o Manchester United em Old Trafford na quarta-feira antes de vencer um importante confronto direto para se aproximar da briga por vaga no G4. É o sexto colocado, com 20 pontos.

Escalações

Os dois lados tiveram desfalques importantes. O Arsenal está sem Gabriel Jesus, machucado, além de Thomas Partey, com problemas recorrentes, e Jurriën Timber, que sofreu uma séria lesão no começo da temporada. Eddie Nketiah foi escolhido para completar o ataque com Bukayo Saka e Gabriel Martinelli. Outra baixa crucial foi a de Martin Odegaard, que disputou 10 minutos contra o West Ham, mas ainda está recuperando a forma física. Jorginho começou jogando no meio.

Eddie Howe teve suas próprias dores de cabeça. Além de Sandro Tonali, suspenso pelo seu envolvimento em apostas, não teve Harvey Barnes, Sven Botman, Elliott Anderson e Alexander Isak. Oportunidade para Jamaal Lascelles ser titular na defesa, e Sean Longstaff, no meio-campo. Além de Jacob Murphy, Joe Willock e Matt Ritchie, relíquias da era Mike Ashley que saíram do banco no segundo tempo e tiveram participação importante no único gol da partida.

Jogo quente

O St. James Park viu mais uma partida em que dois bons times se anulam do que um festival de bom futebol. O físico e as defesas prevaleceram durante a maior parte dos 90 minutos. Os donos da casa tiveram dificuldades para finalizar. A primeira, oficialmente, saiu apenas aos 35 minutos, embora Callun Wilson tenha desperdiçado a melhor chance da etapa inicial um pouco antes, pegando a sobra de uma cobrança de falta para a área na boca do gol. Mandou por cima e foi salvo das críticas pela bandeira do auxiliar que assinalou impedimento.

A partida disputada em um ótimo clima no St. Jame’s Park ficou um pouco mais quente quando Kai Havertz deu uma entrada dura em Sean Longstaff na lateral. O árbitro Stuart Attwell lhe deu cartão amarelo e também para Anthony Gordon, o próprio Longstaff e Fabian Schär para acalmar os ânimos. O Arsenal bateu mais para gol, oito vezes nos 45 minutos iniciais, mas a sua dificuldade era direcionar os chutes para o retângulo defendido por Nick Pope. Apenas um chegou lá em toda a partida, após boa jogada individual de Gabriel Martinelli pela ponta esquerda. Pope defendeu sem problemas.

O segundo tempo não foi diferente até o lance do gol. Joelinton acionou Jacob Murphy pela direita da grande área. A batida cruzada passou pela pequena área e estava saindo, mas Joe Willock conseguiu recolher na bandeirinha de escanteio. Mandou de volta para a zona de perigo. David Raya saiu mal do gol, Joelinton ganhou de Gabriel Magalhães, e a bola sobrou quase em cima da linha para Anthony Gordon estufar as redes.

O processo foi muito menos simples do que parece. O VAR fez valer o seu salário. Checou primeiro se a bola havia saído quando Willock a recolheu na ponta – se não saiu, foi por um fiapo de um gominho. Depois, se houve falta de Joelinton em Gabriel Magalhães – pareceu ter sido. Não houve uma checagem oficial, mas ainda havia dúvida de um toque de mão. E depois se Gordon estava atrás da linha da bola quando Joelinton ajeitou de cabeça. Satisfeito, o braço eletrônico da arbitragem confirmou o gol.

O Arsenal tinha cerca de meia hora para tentar empatar. Arteta tirou Oleksandr Zinchenko, Leandro Trossard e Fábio Vieira do banco de reservas para tentar mudar o panorama, mas uma enorme evidência da solidez defensiva do Newcastle é que, apesar da pressão, os visitantes não conseguiram sequer exigir uma defesa de Nick Pope e precisaram se contentar com bolas jogadas à área. Um abafa improdutivo que não mudou o resultado final.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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